Rapaz é preso nos EUA por fraudar laudos de peças da SpaceX em acidente de 2015

Por Wagner Wakka | 27 de Maio de 2019 às 13h33
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Um rapaz chamado James Smalley, de Nova Iorque, foi preso no último dia 22 por fraudar inspeção em foguetes espaciais. Um investigação da polícia local descobriu que ele ofereceu um laudo falso para certificação de foguetes da SpaceX que levariam cargas para a NASA.

O caso ocorreu em 2015, quando dois foguetes da SpaceX foram destruídos em missão por conta de um erro apontado como de design. O conjunto levava um carregamento de satélites que deveriam ser entregues à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Contudo, a falha colocou muita pressão sobre a estrutura e foguete e nave simplesmente foram destruídos, causando um prejuízo de mais de US$ 700 milhões em equipamentos, sem contar as consequências de imagem e marca da empresa e da agência espacial.

Agora a polícia descobriu que Smalley foi o responsável por fornecer um laudo falso para a SpaceX, o que resultou no acidente com os foguetes. Ele foi condenado a 10 anos de prisão, além de uma multa de US$ 250 mil.

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Smalley trabalhava para uma companhia chamada PMI, a qual deveria produzir peças de alumínio e aço tanto para projetos do Falcon 9 quanto do Falcon Heavy. As peças que deveriam ser certificadas pelo ex-funcionário eram essenciais para a segurança do conjunto. Após o problema, a SpaceX cancelou contratos com a empresa, sendo que a PMI não existe mais.

Depois do problema, a empresa de Elon Musk contratou uma auditoria externa para analisar toda a sua cadeia de fornecedores. Foi assim que a polícia chegou até Smalley. O funcionário havia burlado o documento modificando um certificado de outra companhia, chamada de SQA. Ele usou a assinatura de um inspetor dessa empresa para criar seu documento falso. No total, acredita-se que são 38 documentos fraudados, relativos a 79 peças enviadas à SpaceX.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos também acredita que 10 projetos da SpaceX, incluindo alguns com a Força Aérea americana, tiveram problemas por conta de peças com laudo falso.

A SpaceX tomou ciência do problema, com audição interna em janeiro do ano passado. Demorou mais de um ano para que o conjunto de empresas e órgão pudesse chegar ao culpado.

Tanto acusado quanto SpaceX se negaram a comentar o caso.

Fonte: DOJ

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