Observatório ALMA descobre oxigênio em galáxia a 13,28 bilhões de anos-luz

Por Patrícia Gnipper | 18 de Maio de 2018 às 07h17
photo_camera ALMA

O rádio-observatório ALMA (Atacama Large Millimeter Array) coletou dados de uma galáxia distante chamada MACS1149-JD1, descobrindo, ali, um fraco sinal de oxigênio. A galáxia, localizada a 13,28 bilhões de anos-luz, marca o recorde de presença mais distante (e, portanto, mais antiga) de oxigênio já detectada no universo.

Ao observar a região com filtros infravermelho, a equipe também determinou que a formação de estrelas na tal galáxia começou inesperadamente cedo, apenas 250 milhões de anos depois do Big Bang. O time de astrônomos internacionais foi liderado por Takuya Hashimoto, da Universidade Osaka Sangyo, também membro do Observatório Astronômico Nacional do Japão.

Além da detecção do oxigênio, uma outra equipe do ESO (European Southern Observatory) também descobriu, na mesma galáxia, sinais de hidrogênio. As descobertas são relevantes pois é sabido que por um determinado período após o Big Bang não havia oxigênio em nosso universo, tendo o elemento sido criado em estrelas e, então, liberado com a morte desses astros. Sendo assim, a detecção de oxigênio na MACS1149-JD1 indica que gerações muito antigas de estrelas estavam formando e expelindo o elemento há mais tempo do que imaginávamos.

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Usando modelos computacionais para simular a formação das estrelas desta galáxia, a equipe determinou que elas começaram a explodir, liberando oxigênio no espaço, mais ou menos 500 milhões de anos depois do Big Bang; 250 milhões de anos depois de seu nascimento. Os astrônomos descobriram, ainda, que o que foi observado pelo ALMA se trata de uma provável segunda geração de estrelas na galáxia MACS1149-JD1, formada após a explosão dos astros iniciais, que datam de 250 milhões de anos depois do Big Bang. Com isso, "a população madura de estrelas na MACS1149-JD1 indica que estrelas se formaram muito mais cedo, além do que podemos observar hoje com telescópios", de acordo com Nicolas Laporte, pesquisador da Universidade College London.

Vale lembrar que o ALMA já havia batido recordes de descoberta de oxigênio a longas distâncias no espaço, sendo a detecção atual o mais recente recorde do tipo, mostrando que o elemento essencial para a vida como a conhecemos aqui na Terra existe há muito mais tempo do que poderíamos imaginar.

Fonte: ALMA, Eureka Alert!

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