NASA vai enviar primeira espaçonave construída com peças impressas em 3D à Lua

Por Jessica Pinheiro | 18 de Abril de 2018 às 12h23
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No próximo ano, a NASA vai dar mais um importante (e intrigante) passo na exploração espacial, lançando a espaçonave Orion em uma viagem ao redor da Lua. Esta será a primeira vez que uma nave espacial é construída com peças impressas em 3D, marcando o início de um conjunto de missões lunares que a agência quer conduzir nos próximos anos, bem como vasculhar outros destinos utilizando este recurso, incluindo Marte. A missão de exploração 1 (EM-1) enviará a Orion em um módulo não-tripulado, e a jornada durará três semanas ao redor do satélite natural da Terra.

As peças impressas em 3D que compõem a Orion foram projetadas em conjunto com a Lockheed Martin, a Stratasys e a Phoenix Analysis & Design Technologies. A parceria resultou em mais de 100 peças certificadas, as quais foram usadas na construção da espaçonave e, por tabela, autorizadas para uso em espaço exterior – ou espaço profundo, uma definição atribuída ao universo físico além da atmosfera da Terra.

Processo de construção da espaçonave Orion (Imagem: CNBC)

O vice-presidente da Stratasys Strategic Consulting, Dr. Phil Reeves disse nesta terça-feira (17) que, por conta da tecnologia, o custo e a complexidade dos componentes prontos para uso no espaço estão caindo. Ele ainda acrescentou que as 100 peças utilizadas na construção da Orion podem substituir 500 ou 600 partes, uma vez que a impressão em 3D pode ser usada para construir formas geométricas mais complexas. Um dos exemplos dados por Reeves destaca a estação de ancoragem da Orion. A peça, que anteriormente seria bastante complexa, agora consistirá de apenas seis componentes individuais impressos juntos em 3D.

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Reeves ainda comenta que cerca de 50% de economia foi alcançada com as peças tridimensionais fornecidas em comparação com o material que era usado anteriormente, como o metal revestido, por exemplo. Além disso, outro recurso indispensável dos novos materiais é a capacidade de dissipar a estática, uma vez que a acumulação de carga elétrica é um problema nas missões espaciais, aumentando o risco de fritar os eletrônicos ou de até surgirem perigosas faíscas dentro de alguma embarcação.

A Orion também contará com uma estação de ancoragem feita com peças impressas em 3D (Imagem: CNBC)

Por fim, existe a possibilidade de que as impressoras 3D possam fornecer um novo tipo de plástico que, de acordo com os esperançosos executivos da Stratasys, poderá ser usado futuramente em outras indústrias além da espacial, tais como a aviação civil e/ou até mesmo na área de eletrônicos e no segmento de embalagens.

Fonte: CNBC

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