NASA quer trazer mais amostras lunares em 2024, mas falta capacidade na nave

Por Felipe Junqueira | 30 de Outubro de 2019 às 15h30
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A NASA começou, de fato, os preparativos para as missões que levarão novamente astronautas à Lua. Batizado de Artemis, o programa pode ter até 40 voos entre a Terra e o satélite natural, apesar de que quase metade deles não terá tripulantes. Astronautas homens e mulheres pousarão na Lua a partir de 2024, já na missão Artemis 3. Oficiais da NASA revelaram alguns planos para o programa no encontro anual do Grupo de Exploração e Análise Lunar (LEAG, na sigla em inglês), realizada na terça-feira (29).

“Nós estamos, sem brincadeira, realmente começando a planejar esta missão. Está se tornando real”, garantiu o chefe de sistemas de superfície lunar do Johnson Space Center, John Connolly. Uma das metas é encontrar água para construir uma estrutura fixa na Lua usando recursos naturais lunares mesmo.

Para isso, a ideia, por ora, é pousar no polo sul. A NASA já tem planos de levar um rover a esta região da Lua, onde já foi detectada água congelada. Também há áreas que recebem luz solar durante 92% do ano, o que seria ideal para instalar painéis solares para gerar energia no local.

Planejamento da Artemis 3

Buzz Aldrin caminha na Lua, em 1969 (Foto: NASA)

Serão quatro anos de preparação até a primeira missão tripulada, a Artemis 2, que será apenas orbital, sem pouso de astronautas. Apenas com a Artemis 3, em 2024, a humanidade voltará a pisar no solo lunar, caso o programa não seja alterado nesse meio tempo. Os planos são de uma missão de seis dias e meio na superfície da Lua, o dobro de tempo que as missões mais longas do programa Apollo ficaram por lá. E uma das ideias é incluir um veículo despressurizado para explorar áreas mais distantes do local do pouso.

“Nós escutamos alto e claro a comunidade científica dizer que deseja um rover despressurizado na primeira missão. Mensagem recebida”, disse Connolly.

Quantidade de amostras coletadas

Artemis 3 terá como foco trazer amostras lunares à Terra (Imagem: NASA)

A missão que marcará o retorno de humanos à Lua terá foco especialmente em análises geológicas. Alguns instrumentos para isso serão levados em missões anteriores, não-tripuladas, enquanto outros serão levados junto com os astronautas na nave que pousará no polo sul lunar. Por isso as missões preparatórias são tão importantes: questão de peso e espaço.

Falando nisso, um dos desafios do programa é conseguir trazer amostras da Lua para a Terra. “Com certeza vamos trazer amostras de volta. A questão é a quantidade”, reconheceu Connolly. A ideia original era trazer 100 kg de material (contando o peso dos contêineres), mas a equipe de planejamento já reduziu essa estimativa para 35 kg (sendo 26 kg de amostra em si). Ainda assim, a NASA espera alcançar a meta de trazer 100 kg de amostras lunares para serem estudadas na Terra.

E aí entra o segundo problema, além do peso: o espaço. A Orion, nave a ser utilizada para esta missão, não possui um compartimento para guardar tamanha quantidade de amostras, e isso pode ser um fator determinante para a Artemis 3 voltar apenas com os 26 kg previstos pela equipe de planejamento. A Apollo 11 retornou com 22 kg de amostras, além do peso dos contêineres. Mas as novas missões ainda estão em fase inicial de planejamento, e a questão do espaço veio à tona somente agora — então há tempo de buscar soluções. “Esse é apenas o ponto de partida, não o final”, garantiu Chavers.

Fonte: SpaceNews.com

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