NASA mostra tempestade de poeira que está engolindo Marte

Por Jessica Pinheiro | 23 de Julho de 2018 às 10h41
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Tempestades de areias espaciais estão em um outro nível se comparadas com as da Terra. A cada seis ou oito anos, elas podem crescer o suficiente e engolir todo um planeta, por exemplo. E para que esses eventos em escala global ocorram, é preciso que várias outras menores se acumulem e envolvam a superfície do planeta. Todavia, esse fenômeno não é algo trivial: acontece apena de vez em quando.

Os pesquisadores ainda não sabem muito sobre as tempestades de areia espaciais, tampouco como elas se formam ou exatamente como evoluem. Graças às sondas marcianas da NASA, porém, esse cenário deve mudar, com os cientistas obtendo dados preciosos para trabalhar, ainda mais agora que uma enorme tempestade de areia cósmica foi avistada cobrindo o planeta em questão, com nuvens e neblina.

As tempestades menores foram avistadas em 30 de maio e se transformaram em um evento massivo, que cobriu todo o planeta em 20 de junho; forçando inclusive o rover Opportunity, movido a energia solar, a ficar em modo de espera e conservar sua energia. Por outro lado, o rover movido a energia nuclear Curiosity e os orbitadores da NASA não foram afetados e podem continuar coletando dados enquanto o fenômeno continua engolindo Marte.

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O mapeamento do planeta está sendo feito pelo Mars Color Imager a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) todas as tardes, de modo a acompanhar a evolução da tempestade. O instrumento Mars Climate Sounder, que também pertence à MRO, tem medido as mudanças de temperatura da atmosfera.

Enquanto isso, o THEMIS, da sonda Mars Odyssey, vem monitorando a temperatura do planeta e também a da atmosfera, bem como a quantidade de poeira nessa camada. Os dados que estão sendo coletados deverão ajudar os pesquisadores a observarem como a tempestade cresceu, mudou e se dissipou com o tempo. A sonda MAVEN da NASA, por sua vez, também está estudando como o fenômeno está afetando a atmosfera superior de Marte, ao passo que a Curiosity verifica o solo, monitorando ventos e medindo partículas de poeira.

Isso tudo significa que pode levar algum tempo até que algo seja descoberto. Os pesquisadores, inclusive, acreditam que a tempestade pode durar meses, e que a neblina irá se dissipar o suficiente apenas em setembro. Quando isso acontecer, o Opportunity poderá começar a trabalhar novamente.

Fonte: Engadget

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