NASA finaliza foguete SLS, que levará astronautas de volta à Lua

Por Felipe Junqueira | 10 de Dezembro de 2019 às 22h10
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A NASA sofreu com alguns atrasos, mas conseguiu finalizar o desenvolvimento de seu maior e mais potente foguete até hoje, que vai levar a primeira mulher e próximo homem à Lua. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (9), e a agência mantém o cronograma de fazer a primeira viagem de volta à superfície do satélite natural em 2024.

Mas não foi sem obstáculos que a agência espacial dos EUA conseguiu concluir o Space Launch System (SLS), que tem 65 metros de altura, o equivalente a um prédio de 20 andares. Houve atrasos desde a fase do desenvolvimento, sendo que o primeiro voo de teste deveria ter acontecido em novembro de 2018. Os custos do foguete também aumentaram, de US$ 6,2 bilhões para US$ 8 bilhões (cerca de R$ 33,1 bilhões).

O SLS pode chegar à velocidade Mach 23, a maior já alcançada por um foguete da NASA. Então, separa-se da cápsula Orion, onde ficará a tripulação, que segue viagem para fora da atmosfera e rumo à Lua. “Fizemos um progresso significativo para chegar à missão Artemis 3, que vai levar a primeira mulher e próximo homem até o polo sul da Lua em 2024”, celebrou o administrador da agência, Jim Bridenstine.

Os estágios do SLS, que vai lançar a cápsula Orion à Lua (Imagem: NASA)

A missão Artemis I está programada para junho de 2020, segundo um relatório recente da NASA. Será uma missão não-tripulada que vai dar uma volta ao redor da Lua com a cápsula Orion, com o objetivo de testar sistema tanto do foguete como da espaçonave. Nos anos 1960, também houve missões sem orbitais e sem tripulantes antes da Apollo 11.

Antes, porém, a agência espacial ainda fará testes com o foguete para se certificar de que tudo está como planejado.. Chamado de Green Run, a série de testes inclui o primeiro já com o SLS no estágio completo, incluindo os foguetes de propulsão e os sistemas de voo.

Em 2024, a NASA espera levar astronautas ao polo sul da Lua, onde foi detectada água em estado sólido em 2009. O retorno da humanidade ao nosso satélite natural é visto como um primeiro estágio para missões tripuladas a Marte, programadas para a década de 2030.

Fonte: NASA, Science Alert

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