NASA comemora 60 anos de exploração espacial nesta quarta (31)

Por Patrícia Gnipper | 31 de Janeiro de 2018 às 16h02

Em 31 de janeiro de 1958, a NASA se preparava para lançar o primeiro satélite norte-americano ao espaço. O Explorer 1 representou um marco histórico para a humanidade, marcando o início da corrida espacial entre os Estados Unidos e a então União Soviética, que, no ano anterior, lançou o Sputnik 1, o primeiro satélite construído pelo homem a ser enviado à órbita terrestre.

O pequeno satélite tinha apenas 2 metros de comprimento e pesava 14 quilos, saindo do Cabo Canaveral contando com o foguete Juno I de quatro estágios, além de um foguete Jupiter-C modificado com um estágio adicional para conseguir levar o satélite à órbita. Seu sucesso, contudo, não impediu falhas dramáticas após seu lançamento, incluindo a explosão do Vanguard TV3 depois de alguns segundos de voo. O Explorer 1 voltou à Terra em março de 1970, depois de dar mais de 58 mil voltas ao redor do planeta Terra.

Pôster promocional do Explorer 1 (Reprodução: NASA)

Para conseguir o feito histórico, a NASA precisou inovar muito e rapidamente para não deixar os soviéticos vencerem a competição. Entre as inovações, está o desenvolvimento de um combustível poderoso o suficiente para fazer o lançamento acontecer. E o Explorer 1 foi a primeira missão da agência que serviu para transportar carga científica, contendo um contador geiger para detectar raios cósmicos, além de dois detectores de micrometeoritos e cinco sensores de temperatura. Estava dada a largada da exploração espacial.

Com esses sensores a bordo, o Explorer 1 conseguiu detectar os cintos de radiação de Van Allen, que cercam o planeta, sendo esta a primeira descoberta científica feita no espaço.

Van Allen, Wernher von Braun e William Pickering exibem modelo do Explorer 1 em coletiva de imprensa após o lançamento (Reprodução: NASA)

Uma curiosidade que vale a pena ser citada: na época em que o Explorer 1 foi lançado, a agência espacial dos Estados Unidos ainda não se chamava NASA, que somente ganhou esse nome em 1958, com o programa espacial do país mais avançado e vendo a Lua como próximo destino, o que aconteceu com as missões Apollo na década seguinte.

E, se 60 anos depois, a NASA já conseguiu estudar de pertinho praticamente todo o Sistema Solar, levando o homem à Lua e com planos de levar a humanidade à Marte em um futuro próximo, tudo isso não seria possível se não fossem os esforços para lançar o Explorer 1, ainda que a motivação da época tenha sido muito mais política do que propriamente científica.

Fonte: NASA

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