Morre aos 93 anos Nancy Grace Roman, a “mãe” do Telescópio Hubble

Por Rafael Arbulu | 31 de Dezembro de 2018 às 11h58
(Foto: Divulgação/NASA)

Uma das mentes por trás do planejamento e campanha de lançamento do Telescópio Hubble, a ex-astrônoma-chefe da NASA, Nancy Grace Roman, morreu na noite do dia 25 de dezembro, feriado de Natal. A causa da morte não foi divulgada.

Nancy Grace Roman tornou-se conhecida por ser a primeira mulher na NASA a ocupar um cargo executivo, além de ser a responsável pela maior parte do planejamento e conceitualização do Telescópio Hubble. Ela também liderou a primeira missão astronômica da agência em 1962 (Orbiting Solar Observatory-1, que viria a ter mais oito missões bem-sucedidas).

Nancy Grace Roman faleceu por causas não divulgadas no feriado de Natal: ela tinha 93 anos (Foto: Paul Morigi/Getty Images)

O Hubble, durante o seu planejamento, teve custo estimado de US$ 1,5 bilhão e o caminho até sua construção e financiamento foi marcado por burocracias e campanhas de levantamento de capital. Nancy Grace foi a maior força por trás de toda essa ação antes de se aposentar em 1975. No ano de 1994, quando a NASA anunciou o reparo de um espelho defeituoso no telescópio, que fazia com que as fotos tiradas por ele saíssem embaçadas, a Dra. Roman estava entre os espectadores, costurando. O cientista-chefe do Hubble à época, Edward J. Weiler, a viu no local e reconheceu, publicamente, os seus esforços: “Se Lyman Spitzer foi o pai do Telescópio Espacial Hubble, então Nancy Roman foi a sua mãe”. Hoje, o Hubble recebe crédito por algumas das maiores descobertas astronômicas contemporâneas.

A astrônoma era uma conhecida ativista por igualidade de direitos das mulheres, além de advogar a perseguição feminina pelo estudo e conhecimento. Ela própria, segundo contou em diversas entrevistas, foi vitima de sexismo preconceituoso desde a infância, quando costumeiramente buscava estudar as ciências matemáticas, por mais que as pessoas tentassem dissuadi-la.

Nancy Grace Roman não tinha parentes próximos, salvo por uma prima que confirmou a morte da astrônoma. Ela tinha 93 anos.

Fonte: The Washington Post

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