Japão testa sistema de propulsão "futurista" diretamente no espaço

Japão testa sistema de propulsão "futurista" diretamente no espaço

Por Wyllian Torres | Editado por Patrícia Gnipper | 19 de Agosto de 2021 às 18h37
JAXA

A agência espacial japonesa (JAXA) anunciou o sucesso do primeiro teste de demonstração com seus dois sistemas de propulsão "futurísticos" em pleno espaço. A novidade das tecnologias em questão é que tais sistemas obtêm uma grande quantidade de empuxo ao usarem bem menos combustível em relação aos impulsionadores convencionais, o que, para a exploração espacial, é algo bem vantajoso.

Em 27 de julho, a agência japonesa lançou ao espaço um par de sistemas de propulsão para realizar os primeiros testes, lançando-os a partir do Centro Espacial de Uchinoura e a bordo do foguete japonês S-520. Após a recuperação do foguete no oceano, a equipe de engenheiros da JAXA analisou os dados e confirmou o sucesso da missão, que colocou o novo sistema a uma altitude estimada em 234,9 km.

(Imagem: Reprodução/JAXA)

O “motor de detonação rotativo” usa uma série de explosões controladas que percorrem um canal circular em sua base. Este processo gera uma grande quantidade de empuxo ao utilizar uma quantidade bem menor de combustível — o que também significa enviar menos peso em um lançamento espacial. O motor operou durante seis segundos antes que o segundo fosse ativado. O “motor de detonação de pulso”, que funcionou por 11 segundos, é um sistema parecido com o anterior, mas ele usa as ondas de detonação para queimar combustível e oxidante.

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O sistema de motor rotativo produziu um empuxo de 500 N (Newtons), bem menor em relação à capacidade dos motoros convencionais. Por exemplo, o foguete Saturn V, da NASA, conseguia gerar uma força de até 34,5 milhões de Newtons. Mesmo assim, a equipe de engenheiros considera o sucesso do teste como uma prova de que o motor de detonação rotativo pode, sim, permitir viagens ao espaço profundo usando uma fração de combustível e de peso.

Jiro Kasahara, professor da Universidade de Nagoya que trabalha na tecnologia do motor junto à JAXA, diz que o objetivo da equipe é colocar a nova ferramente em uso prático dentro de cinco anos.

Fonte: Futurism, JAXA

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