Publicidade
Economize: canal oficial do CT Ofertas no WhatsApp Entrar

Galáxia mais distante conhecida é confirmada

Por| Editado por Patricia Gnipper | 08 de Junho de 2023 às 11h32

Link copiado!

NASA, ESA/ J. Mountain/ A. Koekemoer/HFF Team (STScI)
NASA, ESA/ J. Mountain/ A. Koekemoer/HFF Team (STScI)

A lista de galáxias mais antigas já encontradas acaba de aumentar. Com o telescópio James Webb, astrônomos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, confirmaram que a galáxia JD1 é a mais antiga já vista no universo primordial.

Localizada a cerca de 13,3 bilhões de anos-luz de nós, a JD1 faz parte da primeira geração de galáxias. Mesmo estando tão longe e tendo brilho fraco, ela pôde ser estudada com a ajuda do aglomerado galáctico Abell 2744. Ele é tão massivo que causou um efeito de lente gravitacional, que ampliou a luz da galáxia e a deixou 13 vezes mais brilhante.

Já os instrumentos do Webb mostraram a estrutura da galáxia detalhadamente, revelando longos aglomerados de poeira e berçários estelares. Com os dados obtidos, os pesquisadores descobriram que ela tem apenas uma fração do tamanho das outras galáxias, como a Via Láctea.

Continua após a publicidade

A JD1 aparece para nós como era há cerca de 13,3 bilhões de anos, quando o universo tinha apenas 4% da idade atual. Após o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos o universo se expandiu e esfriou, permitindo a formação de átomos de hidrogênio. Como eles absorviam a luz das estrelas jovens, a névoa de hidrogênio marcou o início de um período de escuridão, no qual a luz não podia passar.

Isso mudou algumas centenas de milhões de anos depois, quando as primeiras estrelas e galáxias surgiram. Com a luz ultravioleta, elas ionizaram a neblina de hidrogênio, finalmente permitindo que a luz viajasse pelo espaço. Este período é conhecido como Época da Reionização, e os astrônomos seguem tentando entender como eram as galáxias que o dominaram.

Até agora, a maioria das galáxias antigas observadas pelo Webb são brilhantes, mas parecem ser exceções ao que os modelos do período sugerem. Por outro lado, os astrônomos suspeitam que as menores e com brilho mais fraco (como a JD1) foram as principais responsáveis pela reionização.

Guido Roberts-Borsani, autor principal do novo estudo, explica que galáxias deste tipo são mais comuns. “É por isso que acreditamos que elas são representantes melhores das galáxias que conduziram o processo de reionização”, conta.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Nature; Via: UCLA