Publicidade

Estrela curiosa pode revelar antigas supernovas

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  |  • 

Compartilhe:
Aaron M. Geller, Northwestern University
Aaron M. Geller, Northwestern University

Uma estrela com composição química curiosa foi encontrada. Chamada LAMOST J1010+2358, ela fica no halo da Via Láctea e contém evidências de supernovas antigas, ocorridas quando as primeiras estrelas massivas do universo encerram suas vidas em explosões.

Após o Big Bang, o universo permaneceu escuro por algumas centenas de milhões de anos, mas isso mudou quando as primeiras estrelas surgiram. Segundo simulações numéricas, elas tinham algumas centenas de vezes a massa do Sol.

Em meio a estas estrelas, estavam aquelas com 140 a 260 massas solares. No fim de suas vidas, elas explodiram em supernovas de instabilidade de pares, um tipo de supernova diferente daquele que ocorre em estrelas de gerações posteriores. Estas explosões cósmicas deveriam ter deixado vestígios químicos na atmosfera das estrelas de outras gerações.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

Agora, pesquisadores liderados por Zhao Gang, da Academia Chinesa de Ciências, podem ter encontrado estes vestígios. Através de observações espectroscópicas com o telescópio Subaru, eles descobriram que a estrela J1010+2358 tem baixa abundância de sódio e cobalto, e que a proporção de sódio para ferro nela é menos de 1/100 em comparação com o Sol.

Estas e outras características indicam que a estrela nasceu em uma nuvem gasosa dominada pelos restos de uma supernova daquele tipo, causada pela morte de uma estrela com 260 massas solares. “Antes deste estudo, nenhuma evidência de supernova de estrelas tão massivas foi encontrada naquelas pobres em metais”, disse Gang.

Para os autores, a abundância de ferro na estrela é muito maior que aquela da maioria das estrelas de baixa metalicidade. Isso sugere que as estrelas de segunda geração, nascidas do gás dominado pela supernova com instabilidade de pares, podem ser mais ricas em metal do que se pensava.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Nature; Via: Eurekalert