Essas luas de Netuno fazem uma espécie de dança orbital para impedir colisões

Por Felipe Junqueira | 20 de Novembro de 2019 às 23h00
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Duas luas de Netuno orbitam o planeta praticamente no mesmo espaço em uma curiosa "dança" que acaba evitando uma colisão. Um novo artigo, publicado no jornal Icarus, mostra como a órbita irregular da lua Náiade evita um acidente celestial com a lua Talassa, mesmo que ambas estejam quase na mesma distância e na mesma angulação do equador do planeta.

Um fenômeno chamado ressonância orbital permite que esses dois satélites naturais ocupem o mesmo espaço sem colidir e sem serem jogados para fora da órbita. Náiade demora 7 horas para completar uma volta ao redor de Netuno, enquanto Talassa leva 7,5 horas. Felizmente, a lua mais veloz tem uma órbita irregular, o que impede uma colisão.

“Nos referimos a este padrão de repetição como uma ressonância”, explicou Marina Brozović, cientista da NASA e principal autora do artigo. “Existem muitos tipos diferentes de ‘danças’ que planetas, satélites e asteroides podem seguir, mas este nunca havia sido visto antes”, contou.

A ressonância orbital ocorre quando dois ou mais corpos celestes exercem influência gravitacional um sobre o outro com períodos orbitais fracionados. Os satélites Io, Europa e Ganímedes, de Júpiter, possuem uma relação de 1:2:4 entre si. Outro exemplo é Plutão e Netuno, que possuem a relação de 2 para 3, ou seja, a cada duas voltas do planeta-anão em torno do Sol, o gigante de gelo completa três.

De acordo com o artigo, Náiade orbita Netuno com uma inclinação de 5 graus, indo e voltando em relação ao equador do planeta gasoso. Thalassa tem órbita regular, sempre alinhada com o maior diâmetro do planeta. Assim, as luas “se desviam” quando Náiade ultrapassa Talassa, às vezes passando “por cima” e outras vezes “por baixo” uma da outra. Assim, os satélites nunca se aproximam mais do que 3.540 km.

O vídeo abaixo mostra uma animação com a "dança" protagonizada pelas luas Náiade e Thalassa ao redor de Netuno:

Fonte: NASA

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