Empresas e instituições agora podem lançar cargas com a SpaceX por US$ 1 milhão

Por Felipe Junqueira | 05 de Fevereiro de 2020 às 23h40
Reprodução/Flickr SpaceX

Lançamentos espaciais já estão começando a ficar mais acessíveis. A SpaceX anunciou o início de um programa de agendamento para voos no foguete Falcon 9, com o qual empresas e instituições poderão lançar ao espaço suas cargas, incluindo pequenos satélites, por exemplo. E o preço, apesar de ser elevado para nós, meros mortais, é bastante reduzido em comparação com o custo de lançamentos do tipo antes da era dos foguetes reutilizáveis.

A ferramenta de agendamento online tem como alvo pequenas empresas interessadas em realizar suas próprias atividades na órbita da Terra. Um lançamento custa US$ 1 milhão (cerca de R$ 4,24 milhões), valor bastante inferior ao previsto anteriormente, de US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 10,59 milhões), que seria o custo para enviar 200 kg de carga ao espaço. Cada quilo adicional custará US$ 5 (R$ 21,18) a mais para o cliente.

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O foguete reutilizável Falcon 9, da SpaceX (Foto: NASA/SpaceX)

O serviço faz parte do programa de “caronas” do Falcon 9, no qual várias empresas podem reservar um espaço no foguete e enviar itens para o espaço. Ainda, serve para ajudar quem não tem condições de pagar os US$ 60 milhões (R$ 254 milhões) que seriam exigidos em uma viagem não compartilhada com outras cargas.

Ao fazer o pedido, a empresa que deseja enviar sua carga para o espaço com a SpaceX pode escolher que tipo de órbita ela quer que seu objeto alcance, entre a polar (giro a 90 graus do Equador, sobre um dos polos), heliossíncrona (um tipo de órbita que garante a painéis solares estarem sempre banhados pelos raios estelares) ou a órbita terrestre baixa (em volta no planeta, em altitudes de até 2.000 km). Depois, é necessário informar ao sistema a data em que a carga estará pronta, e só então será mostrada uma estimativa do preço.

Os primeiros voos como parte desse novo programa estão previstos para junho deste ano. O sistema ainda inclui opções como combustível adicional, caso o satélite a ser enviado, por exemplo, precise contar com um sistema de propulsão próprio. Tudo, claro, com custos adicionais. Caso o cliente esteja de acordo com os termos, pode informar o número de um cartão de crédito para pagar a entrada de US$ 5.000 (cerca de R$ 21.180), sendo que o restante é cobrado em até três parcelas.

Fonte: TechCrunch

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