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Destaque da NASA: nebulosa planetária avermelhada é foto astronômica do dia

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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OURANOS, J.B. Auroux, J.C.Mario, M.Guinot & M.Tequi
OURANOS, J.B. Auroux, J.C.Mario, M.Guinot & M.Tequi

A foto destacada pela NASA nesta sexta (12) traz a nebulosa planetária Jones-Emberson 1, uma nuvem cósmica formada pelos últimos suspiros de uma estrela parecida com o Sol. Ela fica a 1.600 anos-luz da Terra na direção da constelação de Lynx, o Lince.

Também chamada de PK 164 +31.1, esta nebulosa é feita dos restos da atmosfera da estrela, que foram expelidos ao espaço quando ela esgotou suas reservas de hidrogênio e hélio para a fusão nuclear que sustentava sua estrutura.

Pois bem, este envelope gasoso formou uma estrutura com quase quatro anos-luz de diâmetro. Em seu interior está uma anã branca, que é o que sobrou do núcleo estelar. 

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Aproveite para observar bem esta nebulosa planetária, pois ela vai desaparecer após alguns milhares de anos. Já a anã branca deve levar bilhões de anos para esfriar.

Apesar da sua beleza, esta nebulosa tem brilho tão fraco que é difícil observá-la com telescópios comuns. Por isso, a foto acima foi feita com mais de 12 horas de exposição, que mostram os detalhes da sua estrutura.

Estrelas da Via Láctea completam a cena, junto de galáxias dispersas pelo universo. 

Nebulosa planetária

Nebulosas planetárias como Jones-Emberson 1 são regiões de gás e poeira vindos das camadas mais externas de estrelas que chegaram ao fim dos seus ciclos. Estas estrelas são de massa intermediária, ou seja, têm até oito vezes a massa do Sol. 

Quando uma estrela assim chega a esta etapa do seu ciclo, ela continua liberando gás, mas seu núcleo se contrai e começa a emitir energia novamente. A radiação ioniza o gás, fazendo com que emita luz e, assim, forma uma nebulosa planetária. 

Portanto, apesar do que o nome parece indicar, as nebulosas planetárias não têm relação alguma com planetas. Tudo isso é resultado de um erro na classificação: há 250 anos, os astrônomos observaram estes objetos pela primeira vez com instrumentos muito menos potentes que aqueles de hoje. Na época, eles pensaram se tratar de planetas gasosos.

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Fonte: APOD