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Destaque da NASA: buraco negro devora estrela na foto astronômica do dia

Por| Editado por Luciana Zaramela | 07 de Maio de 2024 às 18h26

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NASA, Swift, Aurore Simonnet (Sonoma State U.)
NASA, Swift, Aurore Simonnet (Sonoma State U.)

Nem os astrônomos sabem exatamente o que acontece quando um buraco negro devora uma estrela. Mesmo assim, observações vêm fornecendo novas pistas sobre este processo que aparece representado por uma ilustração destacada pela NASA nesta terça (7). 

A imagem é uma forma de mostrar um evento observado em 2014. Naquele ano, os telescópios robóticos do projeto All Sky Automated Survey for SuperNovae (ASAS-SN), e um satélite da NASA, identificaram uma explosão estranhamente forte a mais de 200 milhões de anos-luz da Terra.

Com modelos computacionais, os astrônomos descobriram que as emissões vieram de uma estrela cerca de três vezes mais massiva que o Sol. Entretanto, ela teve o azar de se aproximar demais de um buraco negro. 

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Você já deve ter imaginado o que aconteceu na sequência: a estrela acabou destroçada por ele. Após a “refeição”, o objeto ejetou os restos dela pelo espaço. 

Na ilustração acima, o buraco negro aparece como o ponto pequeno e escuro no centro cercado pelo disco de acreção. Ao redor dele, vemos a matéria da estrela colidindo com mais matéria, o que faz com que seja aquecida. 

Hoje, o evento é chamado de ASASSN-14li, e é considerado o evento de disrupção de marés (TDE, na sigla em inglês) detectado mais perto da Terra em uma década. Basicamente, os TDEs acontecem quando a gravidade do buraco negro é tão forte que rompe a estrela, transformando-a em um fluxo gasoso. 

O que é um buraco negro?

Os buracos negros são alguns dos objetos cósmicos mais misteriosos, o que os torna ainda mais fascinantes. Apesar do nome, eles não são exatamente buracos; na verdade, o adequado é descrevê-los como objetos de matéria densamente concentrada em um espaço muito pequeno.

Eles são tão densos que a gravidade sob o horizonte de eventos (a “superfície” do buraco negro) é forte o suficiente para que nem mesmo a luz escape de lá. Isso não significa que sejam como aspiradores cósmicos que sugam tudo que encontram à frente; se um objeto estiver longe o suficiente de um buraco negro, vai sofrer os mesmos efeitos gravitacionais que seriam causados por outro corpo de massa semelhante.

Como não emitem e nem refletem luz, os buracos negros são invisíveis para os “olhos” dos telescópios. Por isso, uma das formas de estudá-los é observando os anéis de gás e poeira ao redor deles, que emitem luz em diferentes comprimentos de onda.

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Fonte: APOD