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Descoberto novo estado da água que pode aumentar chances de vida alienígena

Por| Editado por Patricia Gnipper | 21 de Março de 2022 às 20h30

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Pezibear/Pixabay
Pezibear/Pixabay

Um novo estado da água, chamado Gelo-VIIₜ, acaba de ser descoberto em laboratório, por meio de um experimento que também redefiniu as condições necessárias para a formação do já conhecido Gelo-X. As descobertas podem ser úteis para o estudo de possibilidades da existência de vida em outros planetas.

Em laboratório, os pesquisadores “espremeram” uma amostra de água em uma espécie de bigorna de diamante, forçando-a a congelar em cristais confusos. Em seguida, eles atingiram a amostra com laser para derretê-la, antes de congelar novamente. O resultado foi algo descrito como uma coleção de cristais em forma de pó.

Quando aumentaram gradualmente a pressão na bigorna, com rajadas periódicas de laser, os pesquisadores criaram o Gelo-VII para observar a transição para o Gelo-X. No meio dessa transição, observaram a nova fase intermediária batizada como Gelo-VIIₜ.

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Fases do gelo

O gelo comum formado pela natureza aqui em nosso planeta é chamado Gelo-I, e é o mais comum na Terra. Os átomos de oxigênio ficam dispostos em uma grade hexagonal, mas com estrutura geometricamente confusa, com os átomos de hidrogênio “pendurados” de modo desordenado.

Por outro lado, existem fases do gelo criadas apenas em laboratório, em condições muito específicas de pressão. Essas várias formas são geometricamente mais organizada, mas nem sempre são estáveis.

Com pressão de centenas de milhares maiores do que a pressão atmosférica da Terra ao nível do mar, os cientistas podem criar o Gelo-VII, por exemplo. Para estudar as transições entre essas fases estranhas, uma equipe de físicos liderada por Zach Grande, da Universidade de Nevada, Las Vegas, realizou os novos experimentos com alta pressão.

Além de descobrir o Gelo-VIIₜ, a equipe também mostrou que o Gelo-X pode se formar em pressões muito mais baixas do que se pensava anteriormente. Relatórios anteriores colocaram a pressão de transição para a fase X entre 40 e 120 gigapascals (30.000 pressões atmosféricas), mas o novo experimento mostra que isso pode ocorrer em torno de 30,9 gigapascals.

Isso pode ter implicações importantes para estudar as condições interiores de outros planetas e exoplanetas, de acordo com a equipe, incluindo as chances de haver condições adequadas para o surgimento da vida. A pesquisa da equipe foi publicada na Physical Review B.

Fonte: Physical Review B; via: ScienceAlert