Cientistas testam consistência da teoria da relatividade de Einstein

Por Redação | 10 de Agosto de 2017 às 07h49

Engana-se quem pensa que as leis da física que aprendemos na escola são válidas para toda e qualquer situação. Na verdade, elas costumam falhar quando aplicadas em extremos, como velocidades próximas à da luz ou quando falamos de objetos extremamente grandes e massivos. Pensando nesses exemplos, Eintein propôs a teoria da relatividade geral, que somente pôde ser comprovada no ano passado.

Ainda assim, cientistas seguem questionando se não é possível quebrar os preceitos da relatividade geral. Então, uma equipe de experts reuniu 20 anos de dados de telescópios variados para analisar como três estrelas específicas orbitavam o centro da Via Láctea. O teste criado pela equipe pretendia analisar a relatividade geral para um tipo de massa que até hoje não havia sido muito bem testado. E os especialistas conseguiram verificar a teoria de Einstein com fortes indícios de que a resposta obtida foi a esperada.

As estrelas observadas pela equipe são as chamadas S2, S38 e S55/S0-102, que orbitam um buraco negro supermassivo chamado Sagitarius A*, que tem quatro milhões de vezes a massa do nosso Sol. Então, os pesquisadores compararam as órbitas dessas estrelas ao redor do buraco negro localizado no centro da nossa galáxia, usando os valores matemáticos previstos pelas leis de Einstein. Os resultados serão publicados no renomado Astrophysical Journal.

Apesar da consistência das teorias do gênio ter sido atestada, o projeto segue em andamento. Isso porque os cientistas observaram apenas três estrelas e viram uma incerteza quanto ao valor calculado. Ainda pode ser que outras observações provem que Einstein não estava 100% certo: “para testar se há ou não uma violação, você precisa ter uma relação sinal/ruído muito melhor”, explicou Andreas Eckart, autor do estudo. Então, medições mais precisas serão feitas para testar a relatividade de maneira mais precisa.