Estudo sugere que mini-Netunos sejam, na verdade, exoplanetas rochosos

Por Danielle Cassita | 28 de Julho de 2020 às 15h45

Recentemente, alguns estudos trouxeram ideias sobre o que pode estar ocorrendo nos ambientes dos chamados super-Terras e mini-Netunos, exoplanetas que estão orbitando suas estrelas-mães tão próximos delas que a radiação das estrelas está quase queimando suas superfícies. As super-Terras são planetas que têm tamanho e massa maiores que os nossos, enquanto os mini-Netunos são planetas supostamente gasosos com mais massa que a Terra, mas menores do que Urano e Netuno. 

Assim, no estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters, os modelos sugerem que os mini-Netunos talvez simplesmente não existam da forma como imaginamos: pode ser que, na verdade, a radiação intensa que as super-Terras sofrem esteja fazendo com que elas aparentem ser mini-Netunos de baixa densidade.  

Exoplanetas orbitando a estrela TRAPPIST-1 (Imagem: reprodução)

Segundo os cientistas do Laboratoire d'Astrophysique de Marseille, essa baixa densidade dos mini-Netunos pode ser explicada pela presença de uma fina camada de água em estado supercrítico, no qual não há distinção entre o estado líquido e gasoso. Isso pode causar um efeito estufa gerado pela irradiação da estrela hospedeira. Assim, os mini-Netunos podem ser super-Terras contendo núcleos rochosos, o que pode significar que estes dois tipos de exoplanetas se formam do mesmo jeito. 

Este mesmo fenômeno pode estar ocorrendo nos exoplanetas TRAPPIST -1 b, c e d. Trata-se de um grupo de sete exoplanetas de tamanho semelhante ao da Terra e relativamente próximos de nós, orbitando a estrela TRAPPIST-1 a apenas 39 anos-luz de distância. Entretanto, vale lembrar que os cientistas ainda precisam de mais estudos para chegarem a conclusões sólidas a respeito.

Fonte: Space.com, CNRS

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