Brasil é expulso do ESO após oito anos sem cumprir sua parte no acordo

Por Ramon de Souza | 12 de Março de 2018 às 17h05
photo_camera ESO

Pode ser que você não saiba, mas, em 2010, o Brasil firmou um acordo para fazer parte do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma organização mundial que tem como objetivo realizar pesquisas na área da astronomia. Na época, o até então ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, havia concordado em tornar nosso país um membro pleno da associação, arcando com um custo de 270 milhões de euros que seriam parcelados anualmente até 2021 (e ainda recebemos um desconto nos dois primeiros anos).

Acontece que o Acordo de Adesão só foi ser aceito no Congresso Nacional em 2015, mas ainda não passou por todos os trâmites necessários para a liberação da anuidade. Porém, desde aquela época, os astrônomos brasileiros continuaram utilizando a infraestrutura e os laboratórios do ESO; além disso, o Brasil teve a chance de participar de licitações para participar de projetos científicos como membro pleno da associação, mesmo sem jamais ter desembolsado um único centavo para tal.

Isto posto, na manhã desta segunda-feira (12), o ESO finalmente resolveu tomar uma atitude e, conforme um comunicado oficial publicado em seu blog, está “expulsando” o Brasil até que nosso país se mostre realmente preparado para lidar com o Acordo de Adesão. Não estamos definitivamente vetados da organização, mas, de acordo com a nota, uma possível reentrada só será possível após uma renegociação — o que significa que, possivelmente, o valor da anuidade poderá aumentar.

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“Como um tratado internacional aprovado tanto pelo Brasil quando pelo Conselho da ESO, o Acordo de Adesão continua válido. Os programas da ESO e quaisquer outras participações do Brasil em projetos em andamento não serão afetados. Esta decisão será refletida em algumas modificações na imagem corporativa da ESO. O Conselho reitera que o Brasil continua sendo um valioso parceiro em potencial da ESO e expressa seu desejo de dar boas-vindas ao Brasil como estado-membro no futuro”, afirmou.

Fonte: ESO

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