Brasil e China comemoram 30 anos de parceria em programa espacial

Brasil e China comemoram 30 anos de parceria em programa espacial

Por Carlos Dias Ferreira | 30 de Agosto de 2018 às 21h30
AEB

Os governos do Brasil e da China comemoram nesta quinta-feira (30) o aniversário de 30 anos do esforço espacial conjunto Cbers (sigla em inglês para Programa Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). O projeto foi responsável pelo estabelecimento de um sistema completo de sensoriamento remoto, particularmente útil para as áreas ambiental e agrícola.

No total, o Cbers foi responsável pela fabricação e pelo lançamento de cinco satélites cujas imagens geradas são hoje utilizadas gratuitamente por mais de 20 mil instituições brasileiras, beneficiando também a China e pelo menos 20 outros países da América do Sul, da África e do sudeste asiático.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), José Raimundo Braga Coelho, destacou a importância do projeto para o desenvolvimento científico. “Todo esforço que se faz para ampliar conhecimento em áreas estratégicas como a espacial é válido”, afirmou. “Tínhamos a necessidade de desenvolver satélites de observação da Terra, e tivemos essa oportunidade incrível de sermos convidados pelos chineses para participar de um esforço coletivo.”

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Já o embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, ressaltou à referida agência o caráter “exemplar” do modelo de colaboração estabelecido pelos países. “O desenvolvimento conjunto de inovação tecnológica traz benefícios mútuos.”

Cbers-4A: atualmente em fase de testes, o sexto satélite da parceria sino-brasileira deve ser lançado em algum momento de 2019 ao custo de R$ 120 milhões para cada um dos países. (Imagem: reprodução/AEB)

Sexto satélite deve ser lançado em 2019

De acordo com a AEB, a iniciativa sino-brasileira se prepara atualmente para lançar seu sexto satélite de sensoriamento. Atualmente em fase de testes, o Cbers-4A deve ser alçado à órbita da Terra em 2019, a fim de garantir a continuidade das imagens utilizadas para monitoramento de processos de desmatamento e desastres naturais, entre outros objetivos. O aparelho deve ser lançado na base chinesa em Taiyuan, ao custo total de R$ 120 milhões para cada país.

A Cbers contabiliza até hoje três lançamentos de sucesso, incluindo o Cbers-1 (1999), o Cbers-2 (2003) e o Cbers-2B (2007). O projeto tentou colocar em órbita em dezembro de 2013 o Cbers-3; a missão, entretanto, foi cancelada por uma falha no momento do lançamento.

Fonte: Agência Brasil

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