Balde de água fria: eclipse solar deste domingo (21) não será visível do Brasil

Por Daniele Cavalcante | 19 de Junho de 2020 às 21h00
Kevin Baird

No próximo domingo (21), quando o hemisfério norte estiver celebrando solstício de verão, habitantes de algumas partes do mundo poderão ver um eclipse solar anular, também conhecido como “anel de fogo”. Infelizmente, o Brasil não está incluído nos locais onde o fenômeno poderá ser admirado desta vez.

Apenas África Central, Península Arábica, Índia, China, Taiwan e Pacífico verão o anel completo. O restante da África, Ásia, Sul e Leste da Europa e Norte da Austrália observarão um eclipse parcial.

O solstício, momento em que o Sol incide com maior intensidade em um dos dois hemisférios, acontecerá na verdade no sábado (20). Enquanto no hemisfério sul este será o início do inverno, os países do norte entrarão no começo do verão. O eclipse, entretanto, acontecerá no dia seguinte.

Região sobre a qual a sombra da Lua vai passar, permitindo aos habitantes observarem o "anel de fogo" no próximo dia 21 (Imagem: timeanddate.com)

Como o eclipse “anel de fogo” acontece?

Esse eclipse é conhecido como “anel de fogo” porque a Lua não consegue cobrir o Sol por completo. Com isso, podemos ver as “bordas” do Sol escapando da sombra lunar e formando um círculo brilhante. O evento é bastante raro e acontecerá apenas duas vezes neste século: agora, em 2020, e em 21 de junho de 2039.

Como a sombra da Lua não é grande o suficiente para engolir o planeta inteiro, fica sempre limitada a uma determinada área. Essa área muda durante o eclipse porque a Lua e a Terra estão em constante movimento. Assim, os eclipses solares são visíveis apenas dentro da área em nosso planeta onde a sombra do nosso satélite natural cai. Quanto mais perto você estiver do centro do caminho da sombra, maior o eclipse.

Mas por que esses eclipses são raros? É que, para acontecerem, é preciso uma série de fatores ocorrerem ao mesmo tempo: deve ser Lua Nova, e, ao mesmo tempo, a Lua deve estar em um nodo lunar, ou seja, em um dos pontos onde a órbita da Lua cruza a eclíptica (termo para a trajetória aparente do Sol observada a partir da Terra). Com isso, a Terra, a Lua e o Sol estão ao mesmo tempo em uma linha reta (ou quase reta). Por fim, a Lua estará perto de seu ponto mais distante da Terra (o apogeu), de modo que a borda externa do Sol permanece visível ao redor da Lua.

Os nodos lunares são os locais onde a Lua atravessa o plano orbital da Terra (Imagem: timeanddate.com)

Como assistir ao eclipse solar anular ao vivo?

Se você quer assistir a este fenômeno e não está em um dos lugares privilegiados onde ele poderá ser observado, poderá contar com as transmissões online para isso. Uma das lives será realizada pelo Time and Date, serviço de mapas de fuso horário que também fornece previsões precisas de eventos astronômicos e dos locais onde eles podem ser observados.

A transmissão, em inglês, contará também com muitas informações, imagens e fatos sobre esse e outros eclipses. Você já pode acessar o vídeo da live e criar um lembrete para não perder a hora, ou voltar nesta página na madrugada do domingo, dia 21, às 2h (horário de Brasília).

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