Agência espacial europeia busca ideias para explorar cavernas na Lua

Por Patrícia Gnipper | 27 de Agosto de 2019 às 17h10
ESA

A ciência já mapeou bastante a superfície da Lua, é verdade, mas ainda se sabe relativamente pouca coisa sobre suas cavidades subterrâneas. Por isso, a ESA (agência espacial europeia) está buscando por ideias para bolar iniciativas de explorar as misteriosas cavernas lunares.

Geólogos já chegaram a identificar poços que podem estar relacionados a cavidades do tipo, especificamente em algumas áreas vulcânicas. Por isso, "a exploração e o mapeamento desses poços podem fornecer novas informações sobre a geologia da Lua, mas também podem ser uma opção interessante como abrigo de longo prazo para futuros visitantes humanos", disse Franceso Sauro, diretor do treinamento de astronautas em geologia planetária da ESA. Afinal, tais cavernas protegeriam os astronautas da radiação cósmica e de impactos de micrometeoritos, e provavelmente ofereceriam acesso a água gelada e outros recursos presos no subsolo lunar.

Então, para começar a traçar planos visando a exploração das cavernas lunares, a ESA anunciou que está buscando ideias para missões futuras com este objetivo. "Além da capacidade de acessar, navegar e mapear as cavernas, os conceitos propostos podem incluir uma linha de comunicação entre um sistema dentro de uma caverna e o mundo exterior, e instrumentos que fazem medições cientificamente relevantes do ambiente da caverna", explicou a agência em comunicado.

De acordo com Loredana Bessone, que lidera essa busca de ideias como chefe de testes em campos análogos, esses conceitos de missão podem ser baseados em rovers, satélites, ou ambos trabalhando simultaneamente. "Estamos procurando por sistemas que aterrissem na superfície lunar, identifiquem e acessem uma caverna e contribuam para a exploração científica na Lua", completa.

O anúncio faz parte da Open Space Innovation Platform (OSIP), iniciativa da ESA que oferece a empresas e indivíduos a oportunidade de colaborar com a agência espacial, bem como com o futuro da exploração do espaço.

Fonte: ESA

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