A Estação Espacial Internacional está cheia de esperma humano neste momento

Por Patrícia Gnipper | 13 de Abril de 2018 às 16h16

É isso mesmo que você leu: a Estação Espacial Internacional (ISS) está repleta de sêmen. Mas, calma, que não é bem o que você está pensando: é que a NASA decidiu estudar como a gravidade zero impacta na habilidade de os espermatozóides de moverem, bem como se é possível que eles consigam fecundar um óvulo normalmente, como acontece aqui na Terra.

Para isso, a missão chamada Micro-11 recebeu contêineres com uma quantidade considerável de esperma humano, e também de touros. "Experimentos anteriores indicaram que a ativação do movimento [dos espermatozóides] acontece mais rapidamente na microgravidade, enquanto os passos que levam à fusão [com um óvulo] acontecem mais lentamente, ou simplesmente não acontecem", explicou a NASA.

Ao analisar o esperma de touros junto com o de humanos, a agência conseguirá detectar comportamentos estranhos, comparando os resultados entre as espécies. A ideia, aqui, é descobrir se é possível procriar no espaço – já pensando em um futuro um tanto quanto distante, quando a humanidade já tiver colonizado a Lua ou Marte, por exemplo, a fim de entender se seremos capazes de gerar uma prole nascida em outros lugares além da Terra.

Após os estudos, as amostras de esperma retornarão à Terra, especificamente para a Universidade de Kansas, para outros estudos e experimentos, a fim de descobrir como o tempo no espaço pode ter mudado (ou não) o comportamento dos espermatozóides.

Fonte: LiveScience

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