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Quem é o Evil Ryu de Street Fighter?

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

Imagem de Evil Ryu
Reprodução/Paramount Pictures

O filme de Street Fighter apresentou o lado maligno de Ryu, um dos maiores ícones da franquia e da história dos videogames. Contudo, esta não é a primeira vez que o herói cede ao mal que há em seu coração e isso foi muito explorado nos jogos da saga.

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Chamado de Evil Ryu, o lado maléfico já causou muita confusão e destruição por onde passou. Seja na série principal ou até mesmo em crossovers, seu alter ego é movido pela violência e pela ferocidade que as lutas trouxeram ao longo dos anos. 

No longa-metragem, ele surge durante o primeiro torneio que antecede a trama da obra. No meio do embate contra Sagat, o protagonista desperta a contraparte e vence o campeonato — a um custo extremamente alto e sem honra. 

Para saber onde essa história vai parar, nós do Canaltech trazemos quem é o Evil Ryu nos jogos da franquia Street Fighter e como ela se desdobra ao longo dos anos. Será que o filme seguirá o mesmo caminho ou escolheu um rumo diferente?

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O lado maligno de Ryu

Antes de falar sobre a personalidade trevosa, vamos explorar um pouco de quem é o próprio Ryu. Calmo, reservado e equilibrado, ele sempre foi o exemplo de lutador ideal. Completamente diligente em seus treinos e rotina, ele é um modelo para personagens como Ken, Sakura e outros guerreiros. 

Ele praticou artes marciais com Gouken, mestre que ensinou técnicas como o Hadouken, Shoryuken e outros movimentos que se tornaram emblemáticos nos videogames. Enquanto isso, dentro de si, nascia o Satsui no Hado — uma energia maligna que surge da vontade de lutar, o que torna o herói mais violento.

Nos games, tudo isso surgiu pela primeira vez em Street Fighter Alpha 2 (1996). Akuma consegue sentir a energia maligna no protagonista e sugere um treinamento para dominá-la (e tornar o personagem um rival mais apropriado para lutarem). Ainda assim, Ryu recusa o poder e se nega a alimentá-lo. 

Na experiência, ele se mostra mais agressivo e não possui qualquer resguardo, nem mesmo com seus aliados. Sakura ouve que a luta dos dois é apenas um degrau em seu caminho e que não terá misericórdia. Porém, ao derrotar Akuma, um trecho deixa claro que não foi de forma “limpa”:

“Ryu venceu Akuma com seu punho banhado em sangue e desapareceu para um lugar desconhecido. Ele abraçou o real Satsui no Hado ou ele se tornou sucessor de Akuma como O Mestre do Punho? Apenas o tempo dirá quando o veremos novamente. Ele atingirá o seu potencial completo como artista marcial? Ou…”, revela o game.

Em Street Fighter Alpha 3 (1998), ele é desafiado por Sagat e M. Bison, que tentam resistir ao poder de Evil Ryu, mas sucumbem diante de sua fúria. No Modo História, ele derrota Shin Akuma e acaba no mesmo lugar que o furioso guerreiro: com tantas vitórias em mãos que lhe resta esperar por um desafiante poderoso o bastante para encará-lo.

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Sua jornada não se encerra por aí. Ele é um elemento muito importante de Ultra Street Fighter II: The Final Challengers (2017), onde a vitória sobre M. Bison faz o lutador perceber que seu fim será em uma batalha até a morte contra Akuma — algo que apenas ele enxerga deste modo.

O mestre de Ryu, Gouken, consegue selar o Satsui no Hado em Street Fighter IV (2008), mas o poder maligno sempre dá um jeito de ressurgir. Visões e sonhos percorrem a mente do lutador, que sabe que nunca estará de fato “livre” desta versão de si mesmo. 

Em Street Fighter V (2016), a rejeição do personagem ao mal fez a energia sombria criar vontade própria e reencarnar em Kage — que tenta mostrar ao herói que ele nunca será nada sem sucumbir às trevas que existem dentro de si mesmo. 

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Presença em crossovers

Apesar de Evil Ryu não ter aparecido mais nos capítulos centrais da franquia, ele é uma marca registrada que surge em várias histórias paralelas. Em Street Fighter EX (1996), por exemplo, ele tem uma presença maior dentro da história e da experiência.

Ele também fez participações em Tekken X Street Fighter, Marvel vs. Capcom, Namco x Capcom e nos crossovers da SNK com a Capcom. Seja pela presença da figura propriamente dita ou com um esquema de cores próprio, ele não hesita ao encontrar novos desafios.

O mesmo pode ser visto em mídias como as animações, mangás e outras que a franquia está inclusa. A presença de Evil Ryu já está intimamente entrelaçada com o crescimento do personagem e se tornou uma das duas marcas registradas — como temos em animes e até com super-heróis. 

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O que muda em Evil Ryu?

Além da coloração de sua roupa e faixa, que se tornam mais escuras, as pupilas dos olhos de Ryu se avermelham com um aspecto brilhante. Isso destaca que ele é controlado pelo poder maligno e não age com seu modus operandi. 

Isso se reflete também em seus movimentos. Apesar de manter o estilo de luta Ansatsuken, ele claramente adota mais da postura de Akuma — com combos mais agressivos e a adição de mais dano a cada golpe. Em Super Street Fighter IV: Arcade Edition (2014), ele ganha um movimento único: o Ryusokyaku. 

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O que isso tem a ver com o filme de Street Fighter?

A figura de Evil Ryu ganhou uma grande importância no longa-metragem, por ser construída desde o princípio para integrar a narrativa. A vitória contra Sagat dependeu do seu lado sombrio, assim como ela foi decisiva no combate contra Akuma.

Abaixo, há spoilers do longa-metragem. Caso não tenha assistido ou pretende fazer isso posteriormente, salve o link para ler depois. 

Na obra, Evil Ryu foi vencido de “supetão” pelo despertar de Ken Masters. Ao encontrar a fonte de seu próprio poder, ele consegue desferir um Hadouken e derruba o vilão — o que fez sua consciência voltar ao normal.

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O problema é que este foi apenas um respiro momentâneo. Mesmo com Akuma derrubado, Ryu terá de encontrar um modo de vencer seu instinto agressivo sozinho. Com o retorno de Sagat e a ameaça crescente de M. Bison, essa pode ser uma tarefa complexa. 

Nos videogames, a série Alpha mostra que ele se isola para conter o poder. Na prática, vemos ela posicionar o herói no mesmo lugar em que o encontramos no início do filme de Street Fighter. Isso pode mostrar que veremos figuras como Kage e outros nas futuras sequências. 

Ainda assim, a Capcom e a Paramount Pictures podem desejar seguir outro caminho. Como Street Fighter 6 (2023) continua a receber pacotes de lutadores e crossovers, é possível adicionar uma história nova que as obras poderão adaptar nos cinemas.

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Seja por uma rota inédita ou pela inclusão de elementos diretamente dos jogos, o futuro de Evil Ryu terá um papel muito importante no universo cinematográfico e nos videogames. Será que o veremos novamente em breve?