Por que Coyote vs. Acme quase foi cancelado? Relembre caso polêmico da Warner
Por Jaqueline Sousa • Editado por Jones Oliveira |
:quality(85)/dd6b9367-71ae-4fc4-97c7-01ec41314189.jpg)
Após anos no limbo, Coyote vs. Acme finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (27). O filme com John Cena (Pacificador) foi engavetado pela Warner Bros. em 2023, mesmo finalizado, criando uma baita polêmica na mídia que repercutiu por um bom tempo até a produção ser salva pelo Ketchup Entertainment.
Dirigido por Dave Green (As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras), o longa-metragem é uma mistura de live-action e animação situado no universo dos Looney Tunes, onde Wile E. Coyote decide contratar um advogado para processar a Acme Corporation pelos produtos da empresa sempre falharem durante sua perseguição ao Papa-Léguas.
Com as gravações finalizadas desde 2022, o filme foi vítima de uma leva de cancelamentos da Warner, como aconteceu com Batgirl e Scoob!: Holiday Haunt, durante o período de fusão entre a empresa e a Discovery, com David Zaslav assumindo a posição de CEO. Quando veio à tona, o caso gerou uma repercussão extremamente negativa para o estúdio, que passou a sofrer uma forte pressão da mídia e do público para negociar a venda dos direitos da produção.
Mas por que a Warner decidiu engavetar Coyote vs. Acme do dia para a noite? O Canaltech relembra o escândalo por trás do filme a seguir.
Por que a Warner decidiu engavetar Coyote vs. Acme?
Embora a Warner tenha sido vaga em sua justificativa na época do cancelamento, afirmando que a decisão tinha sido feita para se encaixar na nova direção criativa do estúdio, o motivo real do engavetamento de Coyote vs. Acme tem relação com questões fiscais.
Em linhas gerais, naquela época, a Warner passava por um processo agressivo de redução de custos, o que fez com que os executivos se movimentassem para cortar qualquer tipo de gasto que fosse possível. Logo, assim como Batgirl e a animação do Scooby-Doo, Coyote vs. Acme acabou caindo na mira do estúdio como um possível candidato a cortes.
Dito e feito: em novembro de 2023, veio à tona a notícia de que o filme de Dave Green havia sido engavetado pela Warner, mesmo que suas filmagens já tivessem sido concluídas.
A decisão foi tomada como parte da estratégia da empresa para reduzir gastos, porque eles concluíram que seria financeiramente mais vantajoso não lançar o filme nos cinemas. Dessa forma, seria melhor abater o prejuízo no imposto de renda do que arcar com os custos de lançamento e marketing, e ainda esperar por lucros que poderiam não se tornar realidade.
Pressão pública e busca por um comprador
A notícia do cancelamento de Coyote vs. Acme foi recebida com muita indignação do público, principalmente considerando que o filme estava pronto. Com a repercussão do caso, a Warner passou a ser pressionada para, pelo menos, vender os direitos do filme para um estúdio que estivesse disposto a arcar com os custos do lançamento.
Mas as negociações de venda não foram tão rápidas quanto o público exigia, pois a Warner, em um primeiro momento, rejeitou propostas de estúdios como a Paramount e Netflix por não atenderem as demandas financeiras da corporação. Isso só aumentou ainda mais a insatisfação daqueles que olhavam para a decisão do engavetamento como um grande absurdo.
Felizmente, essa novela teve um final feliz em março de 2025, quando o estúdio independente Ketchup Entertainment adquiriu os direitos de Coyote vs. Acme pelo valor de US$ 50 milhões. Dessa forma, o filme ganhou a oportunidade de sair dos cofres da Warner e, finalmente, ser lançado nos cinemas.
O melhor de tudo é que a história de superação de Coyote vs. Acme parece estar rendendo frutos, pois a média de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes está em 95%. O filme acabou de chegar aos cinemas brasileiros para quem quiser aproveitar o fim de semana para saber como ficou o resultado final da produção.
Aproveite também para saber quais são os 5 filmes muito aguardados que serão lançados ainda em 2026.