Pesquisadores estão treinando computadores para entender dialetos

Por Redação | 12 de Setembro de 2016 às 09h57
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Os computadores não se dão conta dos preconceitos que infelizmente ainda atingem a nossa sociedade, mas isso não quer dizer que eles não tenham seus próprios defeitos. As máquinas frequentemente são menos hábeis em entender outros dialetos, como algumas variações do inglês originadas em alguns países da África, por exemplo. Agora, pesquisadores estão treinando a Inteligência Artificial (AI) de computadores para reconhecer e utilizar esses dialetos originados das línguas tradicionais.

A razão lógica do porquê os computadores serem piores em entender algumas dessas variações do idioma é que os cientistas que vêm trabalhando há mais de 30 anos nessa tarefa de ensinar os computadores a ler normalmente utilizam fontes imediatas de textos e informações, como jornais e revistas. Esse tipo de linguagem formal originou um processamento de linguagem natural (NLP) com menor capacidade para a compreensão da linguagem que não esteja em conformidade com um tipo muito específico.

"Se você pensar que a mídia tradicional já existe há um bom tempo, como livros e jornais, você se dá conta de que está vendo uma linguagem bastante padronizada, associada a uma educação de elite e seus costumes", afirma Brendan O´Connor, pesquisador de NLP da Universidade de Massachusetts. "Isso não é um caso específico do inglês, é possível perceber em todas as línguas do mundo", completa.

Como O'Connor já percebeu, esse não precisa mais ser o caso. A internet, e particularmente as mídias sociais, construiu um grande fluxo de informações de diferentes formas de linguagem passíveis de serem usadas em um próximo ciclo de aprendizado de sistemas computacionais. Em seu mais novo artigo, o cientista e sua equipe criaram o maior banco de dados para estudar o inglês de origem africana com mais de 59 milhões de tweets enviados por mais de 2,8 milhões de pessoas.

Com o experimento, eles provaram que um computador com sua AI treinada adequadamente consegue lidar com diferentes formas de dialeto de uma língua específica. Segundo o pesquisador, o próximo passo será desenvolver um sistema capaz de analisar com profundidade as sentenças escritas em diferentes dialetos provenientes do inglês, e completa dizendo que abraçar a diversidade linguística é algo que deverá ser o foco dos seus trabalhos.

Via: Digital Trends

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