Mudar velocidade de reprodução na Netflix: praticidade ou experiência arruinada?

Por Natalie Rosa | 17 de Março de 2020 às 09h42
Tudo sobre

Netflix

Saiba tudo sobre Netflix

Ver mais

A Netflix confirmou, no fim do ano passado, que está testando incluir diferentes velocidades de reprodução na sua plataforma. Com a novidade, o usuário poderá diminuir ou aumentar o tempo levado para assistir a um filme ou a um episódio de uma série.

Porém, até que ponto essa mudança pode interferir na experiência de assistir a um título? Pessoas que trabalham na área, como o comediante, roteirista, produtor e diretor Judd Apatow, por exemplo, são contra o recurso, afirmando que ele arruína a forma que algo foi feito para ser assistido. Ele se manifestou no Twitter logo quando rumores sobre os testes começaram a circular.

"Não, Netflix, Não. Não me faça ligar para cada diretor e criador de séries da Terra para lutar contra você nisso. Me poupe tempo. Eu vou vencer, mas vai levar muito tempo. Não f*** com o tempo. Nós te damos coisas boas. Deixem elas serem como foram criadas para ser", disse Apatow, indignado.

Basicamente, o que o diretor quer dizer é que a experiência de assistir a algo já é pensada antes mesmo de ser colocada em prática, e que cada detalhe do que é exibido faz parte do produto como um todo. Muitas vezes, um filme ou um episódio de série são longos porque eles precisam ser, pois essa foi a forma encontrada pela produção de contar o que eles desejam.

Imagem: Reprodução/Android Police

No entanto, há de se pensar por outro lado, que envolve o nosso cotidiano. Quantos minutos já foram perdidos assistindo a longas e maçantes conversas, ou segundos de silêncios constrangedores em uma cena de tensão. Ou ainda uma longa cena de sexo ou uma introdução com um passeio pela cidade. Até que ponto alterar a velocidade de determinadas partes de um filme vão estragar a experiência, principalmente em um mundo no qual o tempo está escasso?

A ideia, por enquanto, ainda está em fase de testes, significando que não há certeza de que esse recurso nativo irá existir. Como apontou o CNET, a Netflix contou que o experimento está restrito a aplicativos móveis e que há a probabilidade de não ser permanente. Até o momento, nenhuma confirmação da chegada do recurso foi feita pela companhia.

Fonte: CNET

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.