Itens do cotidiano de um passado recente que os mais jovens já não reconhecem

Por Patrícia Gnipper | 28.05.2016 às 17:37

O avanço tecnológico tem acontecido em um ritmo cada vez mais acelerado e, com isso, nosso estilo de vida muda radicalmente em um intervalo curto de tempo. Em apenas uma década, vemos uma enorme quantidade de coisas serem consideradas obsoletas, fazendo com que nos sintamos velhos mesmo não sendo. Afinal, quem já tem seus 30 e poucos anos de idade viveu a época pré-internet, em que a vida offline era a única que conhecíamos, e vivenciou a mudança que a internet, o MP3, os smartphones e as redes sociais causaram no nosso cotidiano.

Em 2016 chegam à maioridade pessoas nascidas em 1998, e boa parte desses jovens privilegiados por já terem nascido na era da internet e terem tantas facilidades de comunicação e acesso à informação, não fazem ideia do que se tratam uma série de itens que faziam parte da nossa rotina até duas décadas atrás. Quando vêem coisas como um palm top ou uma impressora matricial acabam tendo “tela azul” e nós, os “velhinhos”, precisamos explicar do que se tratavam e para que serviam.

Elaboramos então uma listinha saudosista com objetos, programas, jogos e atividades que já são obsoletos, mas seguirão vivos para sempre nas nossas lembranças com muito carinho (ou algumas com nem tanto carinho assim):

Pesquisa na raça

Para encontrar o número de telefone de algum estabelecimento comercial é só procurar no Google e em dois cliques você tem o número em mãos, certo? Bom, até o final dos anos 90 não era tão fácil assim, pois nossa fonte de informação de telefones e endereços era uma gigantesca lista telefônica.

coisas do passado

E para estudar algum assunto? Dá-lhe enciclopédias com inúmeros volumes!

coisas do passado

Tem uma bolinha dentro do mouse?

É isso mesmo, os mouses que utilizávamos nos anos 90 não eram ópticos como os atuais, muito menos sem fio. Esse mouse vinha com uma esfera emborrachada em seu interior que, quando girava com o movimento do aparelho, fazia o cursor se movimentar na tela.

coisas do passado

Uma pequena parte dessa bolinha ficava em contato com a superfície onde o mouse estava para fazer com que ela girasse, e justamente esse contato com mesas e mousepads sujos fazia com que a esfera levasse sujeira para o interior do mouse. O resultado? O cursor parava de funcionar e era preciso abrir o acessório e fazer aquela limpeza com certa frequência.

coisas do passado

O pesadelo!

Quando os Compact Discs se popularizaram na década de 1990 foi uma revolução e tanto. Inicialmente desenvolvidos para a indústria musical, os CDs foram rapidamente adaptados para o armazenamento de dados, sendo chamados então de CD-ROM, com a capacidade de guardar até 80 minutos de áudio ou 700MB de dados. Ou seja, esses discos se tornaram os melhores amigos de qualquer backup numa época pré-nuvem e, graças a eles, tornou-se possível baixar e guardar uma grande quantidade de arquivos sem se preocupar com o espaço em disco.

Mas, assim como os discos de vinil, os CDs riscavam facilmente e, dependendo da quantidade ou profundidade dos arranhões, se tornava ilegível. Era absurdamente triste perder um CD de backup com suas fotos ou músicas preferidas porque a mídia riscou!

coisas do passado

Ah, e quando um CD musical estava riscado e o aparelho de som não conseguia mais reconhecer o disco e fazer sua leitura? Pesadelo duplo!

Revista + CD

Nessa época de ouro dos CDs, a coisa mais comum era encontrar revistas nas bancas de jornais com CDs de brinde. Nesses CDs vinham pacotes de softwares de interesse geral, como anti vírus, jogos e discadores, ou coletâneas de músicas e vídeos.

coisas do passado

As rádios da época também lançavam constantemente CDs com “as dez mais” e com os últimos lançamentos da parada de sucessos, e por bastante tempo essa era nossa principal fonte de informação sobre “o que estava pegando” na indústria musical.

coisas do passado

Haja paciência

Todo mundo sabe que nos primórdios da internet utilizávamos conexão discada, certo? Uma consequência disso era esperar até a meia-noite para se conectar, pois após esse horário as operadoras de telefonia cobravam apenas um pulso por ligação, em vez de cobrarem pulsos por minuto. Ou seja, se conectássemos durante o dia ou à noite nossa conta telefônica chegaria a valores astronômicos, e para economizar era preciso deixar para fazer longas pesquisas e baixar arquivos somente nas madrugadas.

coisas do passado

E por falar em downloads, o que era aquele pavor de esperar trocentas horas para baixar um arquivo que hoje chega em segundos? Ou ainda o desespero da conexão cair aos 99% do download, que não contava com recurso de recomeçar do ponto onde parou? O horror!

coisas do passado

Protegendo os olhos

Os monitores de tubo faziam um mal danado à nossa vista, e então acabávamos precisando usar esse protetor de tela que deixava a imagem do display mais escura e mais difícil de enxergar. Disso certamente não temos saudade nenhuma!

coisas do passado

Fitas e seus truques

Todo mundo tinha (ou queria ter) um vídeo cassete em casa para gravar e poder rever quando quisesse seus programas de TV favoritos, video clipes, partidas de futebol, etc. A possibilidade de gravar e regravar áudio e vídeo em fitas K7 e VHS causou uma revolução na indústria de entretenimento e nas nossas vidas.

Mas nem tudo eram flores: quando o aparelho “comia” a fita, era a definição de tristeza! Muitas vezes não era possível recuperar a fita “mastigada” e acabávamos perdendo para sempre aquele programa que passou somente uma vez na televisão.

coisas do passado

E quanto à combinação de caneta BIC + fita K7, hein? Para quem não faz ideia do que estamos falando, era simples: para fazer a fita voltar para onde nunca deveria ter saído, bastava girar as engrenagens com uma caneta e voilà.

coisas do passado

E quem nunca comprou uma fita VHS original e, depois de enjoar do filme, grudou um pedaço de durex em cima da proteção anti pirataria para gravar outra coisa por cima do vídeo, hein?

coisas do passado

E por falar em VHS, você, novinho, sabia que dentro das embalagens de fitas VHS vinham essas cartelas adesivas para podermos catalogar e organizar nosso acervo?

coisas do passado

Ah, e quem alugava fitas nas diversas locadoras das cidades não podia esquecer da regra de ouro: rebobinar a fita ao devolver, ou senão pagaria multa!

O jogo não carrega “nem a pau”!

Todo mundo sente saudade dos antigos consoles de videogames que fizeram parte da nossa infância e adolescência, mas certamente não sentimos falta de precisar assoprar o cartucho para ele voltar a funcionar porque estava empoeirado!

coisas do passado

Ah, e esse aparelhinho aqui, sabem para que serve? Bom, os televisores mais antigos não eram compatíveis com videogames e precisávamos utilizar um switcher como esse para fazer a mágica acontecer.

coisas do passado

Toques personalizados

Os primeiros aparelhos populares de celular vinham com aqueles ringtones pra lá de irritantes configurados de fábrica, mas muitos deles permitiam a criação de toques personalizados. Era mágico descobrir a combinação de códigos para fazer seu celular tocar com o tema do Super Mario!

coisas do passado

Cadeado nele!

E por falar em telefones, os pais da geração nascida nos anos 80 e 90 precisavam literalmente trancar os aparelhos para que nós, crianças “sem noção”, não gastássemos uma fortuna ligando para os diversos disk-piadas e demais serviços cuja propaganda da televisão era irresistível!

coisas do passado

Caiu a ficha?

Essa expressão já não faz mais sentido para as novas gerações, que não pegaram a época em que utilizávamos fichas metálicas parecidas com moedas para fazer ligações nos telefones públicos.

coisas do passado

Agenda de papel é coisa do passado (e a eletrônica também)

Em meados dos anos 90, surgiram as incríveis agendas eletrônicas, uns trambolhos para guardamos os contatos de nossos amigos e parentes, mas que na verdade não armazenavam uma grande quantidade de informação. Por isso, a “febre” passou rapidinho.

coisas do passado

SMS das cavernas

Outra “febre” que não durou muito tempo foram os pagers, também conhecidos como “bip” aqui no Brasil. Funcionava assim: o proprietário do pager tinha que carregá-lo no bolso ou no cinto da calça por todos os lados, pois a qualquer momento podia receber uma mensagem. Já para enviar a mensagem, não pensem que era só digitar o texto e enviar por conta própria: era preciso telefonar para uma central, soletrar a mensagem para um atendente, que enviaria ao aparelho. Privacidade zero!

coisas do passado

E você, também teve algum destes aparelhos?