Inteligência artificial transforma esboços em obras de arte

Por Redação | 28 de Dezembro de 2017 às 14h00

A empresa de design e desenvolvimento de produtos Cambridge Consultants desenvolveu “Vincent”, uma máquina capaz de completar desenhos e/ou esboços humanos, transformando-os em verdadeiras “obras de arte”. A tecnologia aplica seu vasto conhecimento sobre os trabalhos e utiliza estilos que existem desde o renascimento até os dias de hoje. É quase como se Van Gogh, Cézanne ou Picasso estivessem dentro da máquina, produzindo uma comissão.

De acordo com Monty Barlow, Diretor de Aprendizado de Máquinas para Consultores de Cambridge, muito do que Vincent faz não era de conhecimento da comunidade de aprendizado de máquinas até um ano atrás. “Estamos explorando território completamente inexplorado”, ele comenta.

A empresa por trás de Vincent usou tecnologia de ponta para a inteligência artificial, incluindo perdas perceptivas de “redes adversárias generativas” (GANs), além de mostrar à máquina milhares de pinturas, desde o período renascentista, passando pelo cubismo, impressionismo e inúmeros outros movimentos artísticos até chegar à atualidade. O intuito é que estas obras fossem estudadas por Vincent, de modo que ele pudesse compreender onde são construídos e alterados os contrastes, as cores e as texturas.

Depois deste treinamento, a máquina de aprendizado se tornou capaz de interpretar o que um ser humano está desenhando, analisando os contornos dos esboços e usando esse entendimento para produzir uma peça completa para eles.

Para usar o recurso, basta desenhar diretamente na tela dele com uma caneta, e deixar que a máquina interprete as linhas e preencha o restante. Ao contrário das abordagens típicas de aprendizado de máquinas que simplesmente usam matemática para gerar aproximações com a arte, Vincent recebeu abordagem de múltiplas IA e, portanto, é capaz de compreender a criação humana e produzir um trabalho completo e relevante.

“Ao combinar com sucesso diferentes abordagens na máquina de aprendizado, como treinamento contraditório, perda perceptual e treinamento de redes endereçadas de ponta a ponta, criamos algo extremamente interativo, pegando o embrião de uma ideia esboçada e permitindo que seja operado pela história da arte humana”, comenta Barlow. Após o trabalho de Vincent, o usuário ainda pode refinar ainda mais a peça, caso deseje.

A abordagem de múltiplas IA pode também ser aplicada para além da arte, acredita a Cambridge Consultant. A ideia é que outras áreas também recebam representações mais sofisticadas no futuro, tais como veículos autônomos e segurança digital.

Fonte: Cambride Consultants, Engadget

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