Concorrente do YouTube, Facebook Watch muda o foco para público mais velho

Concorrente do YouTube, Facebook Watch muda o foco para público mais velho

Por Rafael Arbulu | 27 de Novembro de 2018 às 16h35
Digiday

Rejeitado por produtores de conteúdo voltado ao público jovem (e esnobado por este mesmo público), o Watch, a resposta do Facebook para o YouTube, está conversando com publishers para produzirem material em vídeo para audiências acima dos 30 anos. Haja vista que o abandono dos jovens se dá pelo fato de eles não terem se habituado a assistirem vídeos longos pela rede social, há uma evasão deles para o YouTube, da Google.

A medida do Facebook ambiciona conter os prejuízos recentes: segundo uma conferência com investidores e analistas em outubro, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, disse que expandir o conteúdo em vídeo era uma das medidas essenciais para o futuro da rede social, que anteviu uma queda de faturamento no início deste ano e relatou ter ficado abaixo das metas de faturamento para o terceiro trimestre. Rodar anúncios em vídeo — o principal produto do Watch — seria uma forma de balancear essas perdas.

Facebook Watch agora busca levar conteúdo em vídeo para público acima dos 30 anos, no intuito de recuperar audiência perdida com evasão de adolescentes

O Facebook Watch foi originalmente lançado em agosto de 2017 como um hub de conteúdo em vídeo para o Facebook, em resposta direta ao YouTube. Na ocasião, a expectativa era a de que produtores de conteúdo original migrassem para a rede social a fim de inserir programas e produtos em um formato mais direto ao usuário. Um ano depois, isso não se concretizou: em agosto de 2018, o Facebook disse ter aproximadamente 50 milhões de usuários logados no Watch, algo ínfimo se comparado aos 1,8 bilhão de usuários no YouTube (segundo estimativa da própria Google, divulgada em maio).

O Facebook chegou a gastar o valor aproximado de US$ 1 bilhão com aquisições de shows e produtos originais, segundo informações da Variety. Executivos que firmaram acordos com a rede, porém, já deixaram o projeto em busca de outras oportunidade. Paralelamente, o Facebook vem enfrentando um crescente desinteresse do público jovem em ficar dentro da rede social: segundo relatório do banco de investimento e gestão de ativos Piper Jaffray, 36% do público adolescente usa o Facebook uma vez por mês — uma queda considerável, frente aos 52% de dois anos atrás. A boa notícia neste aspecto, porém, é que aqueles que abandonaram o Facebook migraram... para o Instagram.

Fonte: CNBC (1) (2)

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