Startup Pegaki quer ser alternativa aos Correios na entrega de encomendas

Por Rafael Arbulu | 01 de Agosto de 2019 às 20h10
(Imagem: Divulgação/Pegaki)

Greves dos Correios trazem uma série de impactos na rotina das pessoas, mas o mais óbvio deles é o atraso na entrega de encomendas. Para quem faz compras online, então, isso os afeta em caráter dobrado. Por isso, em 2016, três empreendedores de Blumenau, Santa Catarina, fundaram a startup Pegaki, que oferece serviços de drop off points, ou seja, uma entrega customizada de pacotes onde pequenas empresas podem despachar suas encomendas em local próximo de um endereço de sua escolha.

Funciona assim: uma loja, física ou e-commerce, contrata os serviços da Pegaki para despachar uma série de encomendas de seus clientes. A Pegaki, por sua vez, retira a encomenda do varejista e a deixa em pontos de coleta parceiros da empresa, sejam eles próximos do endereço da pessoa que fez o pedido ou em regiões comumente utilizadas por caminhões de transportadoras.

A modalidade será efetivamente lançada ainda ao final de 2019, segundo os empreendedores contaram à EXAME, e amplifica o espectro de atuação da Pegaki, que já oferecia o serviço de retirada de encomendas pelos usuários em caráter similar. Ao unir varejistas e compradores, a empresa efetivamente torna-se uma fonte de entrega alternativa aos Correios.

(Imagem: Divulgação/Pegaki)

Por essa metodologia, a Pegaki já realiza algo entre 10 mil e 20 mil entregas mensais, todas a serviço de nomes já conhecidos do e-commerce nacional, como Dafiti (moda e vestuário), Printi (serviços de impressão) e Wine (entrega de vinhos). O plano da startup é ampliar seu atendimento para outros mil empreendedores até o final de 2019.

O interessante é que, ao contrário do que se possa parecer, “pontos de retirada” da Pegaki são, na verdade, outros estabelecimentos comerciais por si, como por exemplo lavanderias, papelarias, e lojas de conveniência. O usuário vê o estabelecimento mais próximo de sua preferência e o lista como retirada do seu produto. Nesse modelo de negócio, os estabelecimentos saem ganhando graças a um maior tráfego de pessoas, o que pode se converter em renda extra por compras de momento. Imagine que você tem uma loja de conveniência, por exemplo, e um usuário resolve listá-la para receber uma encomenda e, na hora da retirada, resolve comprar algum produto.

O principal alvo da Pegaki agora será o de microempreendedores que dependem de serviços como dos Correios para realizarem suas entregas. Empreendedores locais dessa linha são comumente ignorados por transportadores, que trabalham exclusivamente com volumes maiores de pacotes. A Pegaki começa a disponibilizar suas ofertas para clientes com um mínimo de 20 entregas diárias, a valores cobrados entre R$ 1,50 a R$ 2,50 por pacote.

Quem utiliza o serviço da Pegaki deve levar o pacote até o local correspondente, para que uma transportadora parceira da startup os retire e direcione-os ao ponto de entrega.

Fonte: Exame

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