A Dobra não se reinventou durante a pandemia

Por Renato Ribeiro | 23 de Abril de 2020 às 10h00
peshkova/Depositphotos

Por Eduardo Hommerding

Com a pandemia avançando e durando mais tempo do que qualquer um gostaria, o que mais vemos por aí são pessoas falando que negócios precisam se reinventar. Será que se reinventar não vai ser uma necessidade de marcas e negócios que ainda não tinham claro qual a sua razão de existir?

Vou usar o exemplo aqui da Dobra, que para quem não conhece, é uma marca que fabrica carteiras, tênis e outros produtos feitos com um material que parece papel.

Trabalhamos desde o início para criar uma empresa voltada ao futuro que queremos ver. Entendemos que precisamos criar novos negócios olhando para frente, e não se baseando no que já foi feito até então. E essa mentalidade têm dado muito certo para gente, em 4 anos de vida conquistamos uma base de mais de 250 mil clientes diretos. Entendemos que os produtos que fabricamos e vendemos são só as ferramentas que usamos para alcançar coisas bem maiores. Eles são só o meio, e não o fim.

Vendemos para bancar uma operação onde os salários são iguais para todos, não há hierarquia, a galera se diverte trabalhando e experimenta novos jeitos que façam mais sentido nos tempos atuais.

Vendemos como desculpa para criar uma experiência de compra surpreendente e se relacionar com nossos clientes em outro nível de profundidade, como comunidade de pessoas que se conectam por acreditar nos mesmos valores.

Vendemos para causar impacto positivo na comunidade que nos cerca e experimentar novos modelos de produção, envolvendo pessoas da cidade que recebem acima da média do mercado e trabalham de casa.

Vendemos para bancar o programa Dobra+1, que de tempos em tempos tira do papel um novo projeto social pensado para ser divertido e causar impacto na nossa região.

Se os produtos não são o motivo para que existimos, fica muito mais natural virar a chave e se adaptar ao momento que estamos vivendo. Não quero dizer que seja fácil mudar e passar por esse momento delicado só por ter propósito e razão bem definidos. Está sendo tão complicado para Dobra como para qualquer outra empresa que precisa sobreviver a esse momento. Mas será que esse movimento de reinvenção, não seja, na verdade, só um movimento de adaptação para fazer coisas além de vender um produto ou serviço?

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