Bill Gates bebe e aprova água de máquina que transforma fezes em líquido potável

Por Redação | 07 de Janeiro de 2015 às 09h01
photo_camera Divulgação

Um dos problemas mais graves enfrentados pela humanidade é a falta de água potável em diversas regiões do mundo. Em um ambiente natural, o líquido é um elemento que se renova, mas em grandes cidades o elemento ainda é bastante desperdiçado, ameaçando a existência das futuras gerações. Sendo assim, muitos cientistas e entusiastas procuram por uma solução para que a água seja gerada e preservada com o passar do tempo.

Uma das pessoas preocupadas com isso é Bill Gates, que acredita em fontes renováveis e sustentáveis de reutilizar esse líquido tão importante para nossas vidas. E uma das ideias apoiadas pelo bilionário está em uma máquina chamada OmniProcessor, que transforma fezes humanas em uma água consumível para humanos. O executivo divulgou um post em seu blog oficial elogiando a qualidade da água, e afirmou que ela é "tão boa quanto aquela encontrada em garrafas".

A OmniProcessor é uma invenção da empresa Janicki Bionergy, tendo o objetivo de levar água potável para regiões pobres em que o acesso ao saneamento básico não é uma realidade. Para que esse trabalho realmente aconteça, o aparelho submete as fezes a uma temperatura de 1 mil graus Celsius, eliminando o cheiro ruim e qualquer micro-organismo danoso para a saúde. Em seguida, o calor gera alta pressão para fazer com que o vapor das temperaturas elevadas se torne líquido novamente, sendo capaz até de devolver um pouco de eletricidade para a região em que a Omni está instalada.

Todo o processo leva apenas cinco minutos, e o potencial do dispositivo é grande. Para se ter ideia, as fezes de uma comunidade com 100 mil habitantes geram 86 mil litros de água e 250 kw de eletricidade diariamente. Segundo a fabricante, a OmniProcessor pode beneficiar cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o planeta, evitando que dejetos contaminem a água de diversas cidades e matem 700 mil crianças por ano.

Bill Gates e sua fundação estão investindo para que um projeto piloto leve essa novidade para frente. O próximo passo é instalar a máquina em Senegal (mais especificamente em Dakar), na África Ocidental, estabelecendo relações com a população e disseminando o uso do aparelho. Além disso, uma das propostas da Janicki é tornar o dispositivo barato o suficiente para o investimento de médio porte, permitindo que a OmniProcessor seja colocada em várias partes do globo.

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