Você precisa de um robô-aspirador? Saiba quando ele brilha e quando não serve
Por Vinícius Moschen • Editado por Léo Müller |

Os robôs aspiradores, embora tenham um nível considerado alto de autonomia, não são capazes de fazer a faxina completa. É preciso ter isso em mente para evitar decepções ao comprar dispositivos desse tipo, independentemente do modelo escolhido.
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Em geral, os robôs aspiradores são ideais para a remoção de pequenos detritos e sujeiras do cotidiano, como pelos de animais de estimação, migalhas de alimentos e partículas de poeira.
Eles ainda são ótimos em superfícies planas, com pisos de madeira e azulejos. Em carpetes, os aparelhos costumam ter ajuste automático de altura e utilizar escovas de borracha para evitar o emaranhamento de fibras e fios — embora esse não seja o caso em todos os modelos.
Esse tipo de produto ainda funciona bem no caso de derramamento de líquidos nas superfícies, desde que tenham a função mop (esfregão), o que também não é a realidade de todos os aparelhos listados nas lojas.
No entanto, existem diversos cenários em que os robôs aspiradores não farão a limpeza completa. Veja abaixo os principais casos:
- Grandes detritos: objetos maiores, como pedaços grandes de comida, grampos ou moedas podem travar os mecanismos internos dos robôs;
- Sujeira incrustada: manchas secas de comida, lama pesada ou sujeira profunda nos rejuntes de azulejos raramente são removidas apenas pelo robô, pois eles não conseguem aplicar a pressão necessária para esfregar;
- Móveis: o robô não move móveis. Se quiser uma limpeza completa, é preciso afastar cadeiras, brinquedos, meias e itens espalhados, e criar espaços de passagem que tenham pelo menos 1,5 vezes a largura do robô;
- Cabos soltos: estão entre os maiores inimigos dos robôs, já que engancham. Recomenda-se suspendê-los ou mantê-los enrolados longe do chão;
- Obstáculos baixos: áreas muito estreitas ou baixas, como debaixo de certos tipos de camas, não serão alcançadas, o que exigirá o uso ocasional de um aspirador de mão;
- Líquidos em modelos apenas de sucção: robôs aspiradores comuns, sem função de líquidos, nunca devem ser usados para esse tipo de limpeza, já que a ação pode danificar o motor e os componentes eletrônicos;
- Áreas ao redor da base: o robô geralmente não consegue limpar o entorno imediato de sua própria estação de carga, o que pode criar um "cinturão de poeira" no local.
O que mais saber antes de comprar um robô
Além de saber que os robôs servem mais como ajudantes do que substitutos completos para a faxina manual, algumas outras informações devem ser conhecidas antes de comprar um aspirador desse tipo.
Os robôs aspiradores, por exemplo, operam em ritmo lento. Em sujeiras pontuais, como o derramamento de líquidos, a limpeza manual costuma ser mais eficiente do que o tempo necessário para o acionamento do robô, orientação do mapa e deslocamento até o ponto do incidente.
Além disso, a independência desses aparelhos é parcial, mesmo em modelos de alto custo. Eles requerem supervisão periódica e não devem ser operados sem assistência por semanas consecutivas, pois podem ficar presos ou ter seus rolos obstruídos.
A manutenção preventiva é necessária, não dá para “esquecer” o robô. Ela inclui a troca da água nos reservatórios, a limpeza ou substituição periódica dos panos para evitar odores e bactérias, a remoção de cabelos enrolados nas escovas laterais e centrais, e a lavagem dos filtros com água.
Por isso, o robô aspirador é projetado para manter a faxina diária, mas não substitui ferramentas como o aspirador vertical ou o esfregão tradicional em limpezas profundas de cantos e frestas.
O conhecimento dessas limitações é necessário para alinhar as expectativas de uso, especialmente em relação aos modelos de entrada. Mesmo assim, os dispositivos representam um ótimo auxílio na rotina, inclusive para pessoas que possuem agendas mais apressadas.