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Trocar ar-condicionado comum por inverter vale a pena? Veja em quanto tempo paga

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Eric Mockaitis/Canaltech
Eric Mockaitis/Canaltech

Trocar um ar-condicionado convencional por um modelo inverter pode reduzir significativamente o consumo de energia, mas será a economia compensa o investimento inicial? 

Com a alta das tarifas elétricas e o uso mais intenso do aparelho em períodos de calor, muitos consumidores passam a considerar a substituição do equipamento antigo. Para entender se a troca realmente vale a pena, analisamos o consumo de ar-condicionados de 12.000 BTUs e estimamos em quanto tempo a economia na conta de luz pode pagar a diferença de preço.

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O custo da eficiência energética

Com base nos dados atuais do Inmetro, os modelos inverter de 12.000 BTUs apresentam consumo médio de 476,15 kWh por ano. Já os dispositivos convencionais, conhecidos como On-Off, registram a média de 620,5 kWh anuais. Essa diferença impacta o custo por hora de uso de forma direta.

Ao dividir o valor anual por 2.080 horas (consumo anual em horas conforme os testes do Inmetro), o modelo inverter gasta 0,228 kWh por hora. A versão comum consome 0,298 kWh no mesmo período.

Ao considerar uma rotina de oito horas diárias, a economia mensal de energia chega a 16,65 kWh com a tecnologia moderna.

O tempo para o retorno financeiro

Um aparelho inverter moderno custa cerca de R$ 2.800 com a instalação não inclusa. Ao comparar com uma máquina comum de R$ 2.000, o investimento extra para ter a tecnologia mais eficiente é de R$ 800. O tempo necessário para recuperar esse valor varia conforme o estado.

No Rio de Janeiro, a economia mensal de R$ 18,65 quita a diferença de preço em 43 meses. Em Minas Gerais, o prazo para o retorno é de 47 meses. Já em São Paulo, o consumidor recupera o investimento adicional após 59 meses de uso contínuo.

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Economia a longo prazo

Em regiões com tarifas menores, o prazo é mais extenso. No Ceará, o investimento se paga em 64 meses. No Paraná, o tempo de retorno chega a 75 meses. É importante ressaltar que esses cálculos consideram apenas a diferença de preço entre dois aparelhos novos.

Como esses dispositivos duram entre 10 e 15 anos, o consumidor garante um longo período de uso com baixo custo operacional. Após o período de retorno, a economia mensal se transforma em lucro real. O conforto térmico estável e o baixo ruído são benefícios que acompanham essa escolha.

Benefícios além da economia financeira

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A troca de tecnologia oferece vantagens que superam a questão financeira. O conforto térmico é superior, pois a temperatura não oscila entre o gelado excessivo e o abafado.

Os modelos modernos também contam com sistemas de filtragem mais eficientes contra poeira e alérgenos. Isso melhora a qualidade do ar e auxilia na saúde respiratória, um ponto crucial para quem utiliza o aparelho durante o sono.