Robô aspirador com base autolimpante vale a pena? Entenda como funciona
Por Bruno Bertonzin |
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Os robôs aspiradores ficaram bem mais independentes nos últimos anos. Se antes era preciso esvaziar o reservatório de poeira praticamente após cada faxina, hoje já existem modelos capazes de voltar para a própria base e cuidar de boa parte da manutenção sozinhos.
Durante participação na CNN Brasil, Adriano Ponte, especialista do Canaltech, explicou como funcionam essas bases automáticas e quais tarefas elas realmente tiram das mãos do usuário. A principal diferença está justamente no nível de automação oferecido por cada modelo.
Robô aspirador já consegue praticamente se limpar sozinho
Nos robôs mais tradicionais, toda a sujeira coletada fica em um pequeno compartimento dentro do aparelho. Como o espaço é limitado, casas com animais, crianças ou muita poeira podem exigir que esse reservatório seja esvaziado com bastante frequência.
As bases com autoesvaziamento resolvem justamente esse problema. Após terminar a limpeza, o robô retorna para a estação e um sistema de sucção retira a sujeira do compartimento interno e a transfere para um reservatório maior, normalmente equipado com um saco descartável.
Segundo Adriano, além de reduzir uma tarefa repetitiva, esse sistema diminui o contato direto com o pó acumulado. Isso pode ser especialmente interessante para pessoas alérgicas, já que o usuário não precisa abrir o compartimento do robô e despejar a sujeira no lixo a cada limpeza.
Mas nem toda base automática faz mais do que isso. Nos modelos mais acessíveis, a estação pode servir apenas para recarregar o aparelho e esvaziar o reservatório de poeira.
Modelos mais avançados também cuidam do pano
As estações mais completas vão além e automatizam parte da limpeza úmida. Elas costumam contar com reservatórios separados para água limpa e água suja, além do compartimento destinado à poeira.
Durante a faxina, o robô pode retornar à base para lavar os próprios esfregões antes de continuar o serviço. A água usada nessa lavagem fica armazenada em outro tanque, enquanto o reservatório de água limpa abastece o sistema novamente.
Alguns modelos também secam os panos após o uso. O recurso ajuda a evitar que os esfregões permaneçam molhados dentro da estação por muito tempo e deixa o robô pronto para uma nova limpeza.
Na prática, quanto mais completa a estação, menor é a necessidade de acompanhar o aparelho entre uma faxina e outra. Isso não significa, porém, que o robô se tornou totalmente livre de manutenção.
O usuário ainda precisa esvaziar o reservatório de água suja, reabastecer o de água limpa, trocar o saco de poeira quando necessário e limpar peças do aparelho periodicamente. Filtros, escovas e outros componentes também continuam sujeitos à manutenção indicada pelo fabricante.
Quanto tempo dá para ficar sem mexer no robô?
Não existe um prazo único. A frequência de manutenção muda bastante conforme o tamanho da casa, a quantidade de sujeira, a presença de animais e a frequência das limpezas.
No caso do saco de poeira, por exemplo, alguns fabricantes anunciam autonomia próxima de 60 dias. Esse número, porém, não deve ser tratado como uma garantia. Uma casa com vários animais e limpeza diária pode encher o compartimento muito antes.
O mesmo vale para os reservatórios de água. Quanto maior a área que recebe limpeza úmida, mais vezes será necessário abastecer o tanque de água limpa e descartar a água usada.
Quanto custa um robô aspirador com base automática?
O preço muda bastante de acordo com o nível de automação. Já existem robôs com base de autoesvaziamento na faixa de R$ 1 mil, inclusive entre modelos vendidos oficialmente no Brasil.
No outro extremo, aparelhos que esvaziam o pó, lavam os esfregões, administram os reservatórios de água e secam os panos podem chegar perto ou até ultrapassar os R$ 10 mil.
Isso não significa que seja preciso gastar tanto para sentir uma diferença no dia a dia. Para muita gente, como destacou Adriano, o simples fato de não precisar esvaziar o pequeno reservatório após cada limpeza já elimina uma das partes mais incômodas do uso.
Robô aspirador com base autolimpante vale a pena?
A resposta depende principalmente da rotina e do orçamento. Quem usa o robô todos os dias, tem animais em casa ou precisa limpar uma área maior tende a aproveitar mais uma base automática.
Já quem roda o aparelho poucas vezes por semana pode não precisar de uma estação tão completa. Nesse caso, um modelo com autoesvaziamento de poeira já entrega boa parte da conveniência por um preço menor.
O mercado brasileiro também está mais preparado para esse tipo de produto, com maior variedade de marcas e mais opções de peças de reposição e assistência técnica.
No fim, a lógica é parecida com a de uma lava-louças ou uma lava e seca. Nenhum desses aparelhos elimina completamente o trabalho doméstico, mas eles conseguem reduzir bastante o tempo gasto com tarefas repetitivas. No caso dos robôs aspiradores, as bases automáticas levam essa proposta um pouco mais longe.