Robô aspirador: a diferença tecnológica entre o gasto e o investimento
Por Bruno Bertonzin | •

A popularização dos robôs aspiradores no Brasil trouxe uma dúvida comum ao consumidor. Afinal, um aparelho de 200 reais faz o mesmo serviço que um equipamento de 4 mil reais? No quadro CNN Tech desta semana (confira abaixo), Adriano Ponte explica as diferenças de engenharia entre um brinquedo que varre e uma ferramenta de limpeza autônoma.
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A visão por trás da máquina
A análise divide o mercado em duas categorias principais de navegação. Os modelos de entrada operam de forma cega com o sistema conhecido como bate-e-volta. Esses dispositivos não possuem inteligência de localização e apenas mudam de direção após uma colisão física.
Eles funcionam bem em espaços pequenos e fechados, mas se perdem em residências maiores e desperdiçam bateria em círculos.
Já os modelos intermediários e premium utilizam tecnologias avançadas como o sensor LiDAR ou câmeras com VSLAM. O LiDAR é aquele componente giratório no topo do aparelho que mapeia o ambiente com precisão.
Com isso, o robô sabe exatamente onde já limpou e respeita barreiras virtuais configuradas pelo aplicativo para evitar acidentes com objetos frágeis.
A evolução das bases inteligentes
Outro diferencial importante está na estação de recarga. O robô comum apenas retorna para buscar energia. Há modelos — especialmente os mais antigos — que sequer tem carregamento automático.
Em contraste, as novas bases inteligentes esvaziam o reservatório de sujeira sozinhas e garantem semanas de autonomia. Versões mais sofisticadas cuidam até da manutenção dos panos de esfregar, pois lavam e secam o material sem intervenção humana.
O limite da autonomia
Apesar do avanço tecnológico, Adriano alerta para as limitações físicas desses aparelhos. Nenhum robô disponível no mercado consegue subir degraus ou realizar a limpeza de escadas. Na CES 2026, um protótipo com esse funcionamento foi apresentado, mas ainda não chegou comercialmente.
Além disso, proprietários de animais de estimação devem ter cuidado redobrado. Sensores básicos não identificam dejetos de pets, o que pode causar um desastre higiênico ao espalhar sujeira por todo o imóvel.
A escolha ideal depende da sua necessidade de automação. Você pode optar por uma vassoura elétrica automática para manutenções rápidas ou investir em um assistente com inteligência artificial.
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