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Ar condicionado faz mal para a saúde? Entenda os riscos reais

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

Em períodos de calor intenso, o ar-condicionado deixa de ser luxo e passa a ser uma necessidade, especialmente em regiões com altas temperaturas ao longo do ano. Contudo, ainda circulam muitas dúvidas e lendas urbanas a respeito dos possíveis efeitos nocivos que o aparelho tem em nossa saúde.

O ar-condicionado, por si só, não é prejudicial. Os riscos surgem quando o equipamento é mal regulado, não passa por manutenção adequada ou é utilizado por longos períodos em ambientes fechados e com pouca ventilação natural. Nesses casos, o sistema pode contribuir para o ressecamento do ar e para a circulação de impurezas que afetam as vias respiratórias.

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Problemas respiratórios e alergia

Um dos principais impactos do uso inadequado do ar-condicionado está relacionado à qualidade do ar.

Filtros sujos acumulam poeira, ácaros, fungos e bactérias que são lançados no ambiente sempre que o aparelho é ligado. Para pessoas com rinite, asma ou outras doenças respiratórias, isso pode intensificar crises alérgicas e causar desconforto frequente.

Além disso, o ar frio e seco tende a ressecar as mucosas do nariz e da garganta, reduzindo a proteção natural do organismo contra vírus e bactérias. Esse cenário favorece o surgimento de gripes, resfriados e irritações, especialmente quando há grande variação de temperatura entre o ambiente interno e externo.

Olhos, pele e garganta

Outro efeito comum do uso prolongado do ar-condicionado é o ressecamento da pele e dos olhos. Ambientes climatizados reduzem a umidade do ar, o que pode provocar sensação de ardência nos olhos, coceira, descamação da pele e até agravamento de quadros de dermatite em pessoas sensíveis.

A garganta também costuma ser afetada, principalmente em ambientes corporativos onde o ar-condicionado permanece ligado durante todo o expediente. A combinação de ar seco e baixa ingestão de água favorece o surgimento de rouquidão e irritações persistentes, o que muitas vezes é interpretado, de forma equivocada, como sinal de infecção.

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Boas práticas para usar o ar-condicionado

Para evitar efeitos negativos, o primeiro cuidado é manter a manutenção do equipamento em dia.

A limpeza dos filtros deve ser feita com frequência, conforme a recomendação do fabricante, garantindo que o ar que circula no ambiente esteja livre de partículas nocivas. Esse cuidado simples reduz significativamente o risco de alergias e problemas respiratórios.

Outro ponto importante é a regulagem da temperatura. Ambientes excessivamente frios aumentam o impacto do choque térmico ao sair para áreas externas, o que pode causar mal-estar e até queda de imunidade. O ideal é manter o aparelho em uma faixa confortável, evitando temperaturas muito baixas e permitindo, sempre que possível, a renovação do ar no ambiente.

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Quem deve ter mais atenção ao usar o aparelho?

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas formam o grupo mais sensível aos efeitos do ar-condicionado. Nesses casos, a exposição prolongada ao ar seco e frio pode intensificar sintomas como tosse, espirros frequentes e sensação de desconforto ao respirar.

Para esse público, a recomendação é redobrar os cuidados com a hidratação, manter o ambiente levemente umidificado e evitar posicionar o fluxo de ar diretamente sobre o corpo. Essas medidas ajudam a reduzir os impactos do uso contínuo do aparelho e tornam a climatização mais segura no dia a dia.

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