Startup canadense levantou US$ 2 milhões em investimentos usando o Zoom

Por Rui Maciel | 25 de Maio de 2020 às 14h35
Divulgação

Uma plataforma de comércio eletrônico canadense chamada Blackcart mostrou que o Zoom serve para muito mais coisas do que apenas fazer reuniões ou bater papo com amigos. Isso porque a empresa usou a ferramenta de videoconferências para arrecadar US$ 2 milhões junto a fundos de investimento, para impulsionar o seu negócio.

A startup, sediada em Vancouver, precisou acelerar o lançamento de sua ferramenta, de olho na onde de fechamento de lojas físicas na América do Norte, por causa da pandemia da COVID-19. Segundo, Donny Ouyang, CEO da Blackcart, a plataforma seria mantida em beta por mais alguns meses, mas o coronavírus apareceu. "Com isso, enviamos uma mensagem a todos os potenciais investidores para acelerar o processo de captação de recursos para o lançamento. Foram cinco semanas de idas e vindas, centenas de e-mails e cinco ou seis reuniões todos os dias.". A partir daí, a empresa realizou os pitchs por meio do Zoom e recebeu financiamento da Struck Capital, que liderou a rodada, com a participação de outros fundos como a 500 startups, Revel Partners e a M3 Ventures. 

"Há uma tendência dos varejistas em se afastar das lojas físicas, por causa das ineficiências e do custo do aluguel. E a Blackcart chega para abraçar essa macro tendência", afirmou Adam Struck, sócio da Struck Capital. "É difícil fazer um processo de angariação de fundos completamente remoto, sem a vantagem adicional do bom e velho contato cara a cara. Por isso fizemos uma quantidade incrível de chamadas de Zoom para trabalhar nessa oportunidade".

Em entrevista ao site Business Insider, Ouyang admitiu que o processo de captação de recursos e integração remota de novos funcionários é "estranho". Mas ele afirmou que a Blackcart está contratando ativamente antes de lançar a versão final da sua plataforma nos próximos dias.

Como a Blackcart funciona

A Blackcart chega ao mercado para tentar resolver um problema que atinge boa parte dos varejistas de pequeno porte: para ajudar o consumidor a encontrar o item de vestuário certo -  e,claro, comprá-lo - a maioria dos comerciantes envia o produto e aceita as devoluções gratuitamente das peças que ele não quer ficar. No entanto, o processo de retorno em massa é ineficiente e atinge as margens de lucro dos lojistas. O modelo "Experimente-antes-de-comprar" é uma solução eficiente, mas também bastante sujeito à fraudes, principalmente com cartões de crédito.

Site da Blackcart: rodada de investimentos captado via Zoom

Para combater isso, a Blackcart contratou um golpista para atacar os sistemas de detecção de fraudes da empresa, buscando fraquezas ou possíveis problemas. Como resultado, startup afirma que conseguiu desenvolver "o melhor modelo de proteção de cartões do mercado". 

Para isso, a Blackcart desenvolveu um plug-in que pode ser instalado nos sites de e-commerce. Quando os compradores escolhem itens para experimentar em seu site e concluem a finalização da compra, a tecnologia da BlackCart verifica o risco de fraude em tempo real antes de fazer o pedido no seu back-end.

Assim como qualquer outro pedido no sistema do e-commerce, os pedidos são enviados ao cliente para experimentá-lo em casa. Depois que os clientes decidem o que comprar ou mandar de volta à loja, os itens são cobrados automaticamente. Se não houver ação de devolução, os clientes serão cobrados no final do período de teste.

O plug-in do BlackCart estará disponível para todos os comerciantes no final deste mês. A empresa alimentou dezenas de milhares de transações enquanto estava na versão beta - aumentando dramaticamente as vendas on0line dos varejistas, de acordo com Ouyang. Atualmente, o Blackcart tem 40 e-commerces inscritos e deseja inscrever outros 50 na época do lançamento. 

Donny Ouyang, CEO da Blackcart (Foto: Blackcart)

"A Covid está mudando o modelo 'Experimente-antes-de-comprar' porque todo mundo está online agora, enquanto, anteriormente, esse modo representava apenas 30% das vendas", disse Ouyang. "Nossa visão geral é de que, no futuro, esse será o modelo dominante de compra e venda. A Covid só acelerarou isso".

Fonte: Business Insider  

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