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Shein diz que aumento do ICMS penaliza mais pobres injustamente

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Divulgação/Shein
Divulgação/Shein

Anunciado na última quinta-feira (05), o aumento da "Taxa das blusinhas" tem sido tópico de discussão pelas plataformas de e-commerce estrangeiras. Dessa vez, a Shein divulgou um pronunciamento e afirmou que o público afetado são pessoas de classes sociais mais baixas, maioria na plataforma.

Shein se pronuncia sobre o imposto

Via comunicado oficial, a Shein lamentou a decisão do Comsefaz, que subiu de 17% para 20% o ICMS sobre importados via Remessa Conforme. Segundo a empresa, a medida dificulta o acesso dos consumidores mais pobres a produtos mais baratos.

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O e-commerce destaca que a população brasileira já paga a maior carga tributária do mundo em compras realizadas em plataformas estrangeiras. E um novo aumento vai contra as necessidades do público.

Importante destacar, que segundo a companhia, as pessoas de classes de renda mais baixa (C, D e E) representam aproximadamente 88% dos compradores. No total, a porcentagem representa, aproximadamente, 44 milhões dos 50 milhões de consumidores da companhia no Brasil.

Em outras palavras, a Shein afirma que tem compromisso com o desenvolvimento econômico do país e entende a necessidade do controle econômico dos governos estaduais. Entretanto, para a empresa, o aumento no imposto é injusto para quem compra, ainda mais, considerando a classe social do público.

Entenda a "Taxa das blusinhas"

Conhecida popularmente como "Taxa das blusinhas", devido ao público que compra em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, o novo aumento diz respeito à taxa de importação somada ao ICMS, que atualmente, fica entre 12% a 17%. Mas com as mudanças, será uniformizado em 20% em todos os estados e no DF.

Segundo o Comsefaz, a acréscimo de 3% passará por aprovações em cada estado antes de entrar em vigor. Conforme nota oficial do órgão, o objetivo é equilibrar os custos dos produtos importados tendo em vista os preços praticados no mercado nacional.

"O objetivo é garantir a isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil", afirmou o Comsefaz. 
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