Mercado Livre consegue recurso contra aumento no frete dos Correios

Por Felipe Demartini | 06 de Março de 2018 às 09h35
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O Mercado Livre obteve uma liminar que impede os Correios de aplicarem o reajuste de até 51% nos preços dos fretes aos vendedores e usuários da plataforma. A decisão, emitida pela Justiça Federal, também impede a aplicação de uma tarifa de R$ 3, que seria cobrada sobre os envios para o Rio de Janeiro devido às condições da segurança pública na capital carioca.

Os novos preços entrariam em vigor nesta terça-feira (06), mas não poderão mais ser aplicados aos clientes do Mercado Livre. Para a empresa, a aplicação das novas tarifas é uma medida unilateral dos Correios, que impactaria os negócios com severidade, principalmente no acesso dos produtos às regiões mais distantes. O órgão pode recorrer da decisão.

As discussões sobre o reajuste nos preços de frete ganharam o noticiário na última semana, quando o Mercado Livre lançou um manifesto contra o aumento e pediu que usuários de redes sociais se mobilizassem usando a hashtag #FreteAbusivoNão. De acordo com a companhia, o reajuste, em alguns casos, poderia chegar a até 51%, com esse custo adicional sendo pago pelos clientes e, claro, reduzindo as vendas.

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Em nota oficial, os Correios defenderam o reajuste e chamaram as declarações do Mercado Livre de tendenciosas. O órgão criticou, principalmente, a comparação feita com países vizinhos, menores em tamanho e com a maior parte de sua população concentrada em áreas urbanas. Além disso, negou que o aumento de 51% seria generalizado, afirmando que, em média, ele será de 8%, principalmente nos envios entre capitais.

Para a empresa, se trata de um reajuste comum de preços, feito anualmente e que leva em conta a correção dos valores da infraestrutura necessária para que o serviço continue em funcionamento. Gastos com transporte, combustível, aluguéis de imóveis e pessoal seriam cobertos pelo aumento.

O questionamento do Mercado Livre e também de outros e-commerces, como a Netshoes, que também se uniu à campanha, é de que a correção está bem acima do valor da inflação, que é de 3%. A companhia também vai contra informações passadas pelos Correios, afirmando que a média nacional do reajuste será de 29%.

Os Correios também defenderam a aplicação de uma tarifa extra por conta da situação de violência no Rio de Janeiro. De acordo com os Correios, a taxa de R$ 3 cobriria os custos extras que recaíram sobre o preço do frete na região e poderia ser revogada assim que a situação se normalizasse.

Mais problemas devem acontecer nesta semana, com uma greve podendo começar nos próximos dias. Sindicatos da categoria devem se reunir para discutir uma proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho e a diretoria dos Correios, que deseja retirar o plano de saúde dos trabalhadores. A mais recente proposta sobre o tema remove os pais dos funcionários da cobertura e pede que eles arquem com 25% dos valores, algo que não soou favorável para os representantes dos colaboradores da empresa. A paralisação pode começar na segunda-feira (12).

Fonte: Mercado Livre

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