Golpistas são condenados a seis anos de prisão por fraude contra Amazon

Por Felipe Demartini | 07 de Junho de 2018 às 09h44
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Três pessoas foram condenadas nesta semana, nos Estados Unidos, por estarem envolvidos em um esquema de fraude que tinha a Amazon como principal vítima e teria gerado lucros de até US$ 1,2 milhão. Um casal do estado americano de Indiana foi acusado de abusar do sistema de devolução de produtos do comércio eletrônico, junto com um terceiro indivíduo, usando contas e identidades falsas para praticar os crimes.

A ação começava com Erin e Leah Finan, que adquiriam produtos de alto valor como câmeras, consoles de videogame, tablets, computadores e celulares. Ao receberem os produtos, entretanto, eles relatavam danos, defeito de fabricação ou simples desistência, obtendo uma ordem de devolução e o dinheiro de volta, mas nunca efetivamente entregando os dispositivos comprados, que eram revendidos para Danijel Glumac, também de Indiana.

Em alguns casos, o casal se aproveitava das práticas abertas da Amazon no atendimento ao cliente, o que levava a empresa a realizar o estorno da compra antes mesmo da devolução. Em outros, caixas vazias ou cheias de materiais eram mandadas pelo correio, de forma a liberar a devolução do dinheiro, enquanto o uso de contas falsas impedia qualquer tentativa de contato por parte da loja. Os produtos, então, eram revendidos por Glumac a um intermediário de Nova York.

A prisão do trio aconteceu no ano passado e, agora, veio a sentença. Erin foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão, enquanto sua esposa, Leah, ficará cinco anos e seis meses presa. Glumac recebeu uma pena de dois anos. Além disso, os três terão que devolver mais de US$ 1,2 milhão em produtos ou valores para a Amazon, por conta da fraude realizada.

Contou para a pena, também, que a quadrilha era especializada em golpes não somente contra a Amazon, mas também agia em mercados de aluguel de carros e casas. Também usando identidades falsas, o trio locava veículos ou imóveis para realizarem o transporte ou armazenamento de mercadorias, além de usarem cheques para realização de pagamentos, que eram sustados horas depois da emissão.

Para Tanya Pratt, a juíza responsável pelo caso, a condenação abre um precedente e deve agilizar o fim de processos semelhantes, que também estão em andamento na justiça dos Estados Unidos. Ela acusou os golpistas de não apenas gerarem danos financeiros a grandes varejistas e pequenos empresários, mas também manipularem o mercado de aluguel de carros e imóveis. Ela garantiu que os responsáveis por esse tipo de prática não demorarão a serem capturados e levados à prisão “por um longo tempo”.

A Amazon também disse estar tomando atitudes contra esse tipo de prática, banindo usuários que solicitam diversas devoluções de produtos ao mesmo tempo ou fechando o cerco contra compradores suspeitos. A companhia admitiu que separar o joio do trigo é difícil, e disse que, com mais de 300 milhões de clientes em todo o mundo, alguns golpistas acabarão obtendo sucesso, da mesma forma que, infelizmente, usuários legítimos podem acabar caindo nessa malha fina.

A ideia, entretanto, é proteger a experiência de todos os usuários e, por isso, ações desse tipo são necessárias. Entre as razões para banimento e bloqueio, por exemplo, está a análise dos motivos para a devolução — se alguém alega muitos defeitos em um produto, sendo que isso não acontece com frequência com outros consumidores, já é um motivo para desconfiança, aos olhos da Amazon.

Fonte: Departamento de Justiça dos Estados Unidos

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