E-commerce dobra o número de vendas no Brasil durante a pandemia

Por Claudio Yuge | 28 de Maio de 2020 às 21h30
Unsplash

Embora a situação do país não seja das melhores, devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), alguns setores têm faturado bastante, como o de entregas e, especialmente, o de comércio eletrônico. De acordo com o indicador de consumo MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie, o e-commerce tupiniquim dobrou suas vendas em abril, com uma alta de 98,74% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento registrou crescimento de 81,64%.

O desempenho também foi maior na relação mês a mês. De abril a março deste ano, a alta nas vendas foi de 37,14%. No acumulado do ano até agora, a variação é de 43,34% na comparação com 2019. "No comparativo diário das vendas dentro do período, foram registrados picos acima de 100% — um marco para história do e-commerce após mais de 20 anos no país", afirma André Dias, coordenador do camara-e.net e diretor-executivo do Compre & Confie.

De abril a março deste ano, a alta nas vendas no comércio eletrônico foi de 37,14% (Reprodução/Pexels)

A região Sudeste é a que mais se destaca, com registro de +104,97% na comparação de abril deste ano com o de 2019. Em segundo lugar vem o Nordeste (+96,36%), seguido por Centro-Oeste (+94,80%), Sul (+79,71%) e Norte (+66,68%). No acumulado do ano a composição muda. Em primeiro, ficou o Nordeste (+51,87%), depois o Centro-Oeste (+50,74%), Norte (+41,97%), Sudeste (+41,84%) e Sul (+41,04%).

A composição de compras realizadas pela web em março teve os seguintes líderes:

  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (40,1%);
  • Móveis e eletrodomésticos (24,5%);
  • Tecidos, vestuário e calçados (12,4%);
  • Artigos de usos pessoal e doméstico (10%);
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%);
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,8%);
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%).

No primeiro trimestre deste ano, 12,3% dos internautas brasileiros realizaram ao menos uma compra online, com queda de 1,4% em relação aos quarto trimestre de 2019. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 2,1%.

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