E-commerce brasileiro fica mais acirrado com chegada de loja online da Zara

E-commerce brasileiro fica mais acirrado com chegada de loja online da Zara

Por Rafael Arbulu | 20 de Março de 2019 às 12h59
(Imagem: Divulgação/ZARA)

É verdade que ela chegou atrasada em relação aos concorrentes, mas a rede varejista de roupas Zara, em um momento que chama de “histórico”, enfim lançou a sua loja virtual e pode receber pedidos de clientes por meio da internet. A medida é parte da estratégia global adotada pelo grupo espanhol Inditex, que controla a rede: o presidente do grupo, Pablo Isla, afirmou que deseja um marketplace específico para cada um dos 96 países em que a Zara atua até o ano de 2020. No Brasil, a rede possui 57 lojas físicas em 17 estados.

Com a nova modalidade de compras, os consumidores do mercado de vestuário poderão escolher entre receber o pedido em casa ou fazer o devido checkout no site para buscar o produto na loja mais próxima ou mais conveniente. A ideia é interessante pois acaba reduzindo (quando não eliminando por completo) o aumento do preço final devido ao frete. Entretanto, é importante ressaltar que concorrentes diretas, como Renner e C&A, já oferecem benefícios similares. Sem mencionar as empresas que nasceram e operam exclusivamente no setor de e-commerce, como a Netshoes.

De acordo com relatório emitido pelo Inditex aos seus investidores, o e-commerce vem tomando papel de destaque no faturamento global do grupo: são 12% das vendas, com um crescimento de 27% no ano de 2018, totalizando €3,2 bilhões (aproximadamente R$ 13,8 bilhões na cotação de hoje).

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A Zara tem a liderança do faturamento total do grupo Inditex, sendo responsável por 69% dos €26,1 bilhões (R$ 112,5 bilhões) de 2018. Nos últimos dois anos, as vendas da rede de lojas para vestuário aumentaram 10%.

A medida promete aumentar a penetração da Zara no mercado brasileiro. Apesar de ser uma marca reconhecida por frequentadores de shoppings de diversas classes sociais, a ausência de uma loja virtual impedia que a rede ampliasse a sua presença e capilaridade. “Com uma loja online, a Zara consegue chegar em um público diferente, que não necessariamente compraria nas lojas físicas. Às vezes a pessoa está ali na internet, vê uma promoção, decide comprar algo; mas a mesma pessoa não iria até a loja”, explica Edgard Neto, consultor especialista em varejo de vestuário do Sebrae, em entrevista à EXAME.

Procurada pela publicação, a Zara comentou que “o lançamento do novo site no Brasil é um marco histórico na expansão da integração dos mercados físicos e online da Zara, o que garante que a marca alcance estados e cidades nos quais ainda não tinha presença”.

Fonte: EXAME

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