Número de drones cadastrados no Brasil salta 55% em apenas um ano

Por Nathan Vieira | 30 de Julho de 2019 às 09h33

Em julho do ano passado, a DroneShow (organização responsável por conectar os profissionais e fortalecer os ecossistemas de geolocalização e drones) passou a divulgar números atualizados dos dois principais sistemas onde são feitos os cadastros de drones no Brasil: a Solicitação de Acesso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (Sarpa, que é mantida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo) e o Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant, que pertence, por sua vez, à Agência Nacional de Aviação Civil). O objetivo dessa iniciativa é informar sobre o avanço no setor de drones no país.

No último mês, a DroneShow divulgou os dados mais recentes e revelou que o número de aeronaves desse tipo apresentou um crescimento considerável do ano passado até agora.

Crescimento significativo na comunidade de drones

Em 2018, o SISANT contava com um total de 46.058 pessoas cadastradas, sendo quase 95% delas pessoas físicas e o restante empresas. Em relação ao número de drones, estavam cadastradas 48.752 aeronaves, sendo pouco mais de 35% para uso profissional e o restante de uso recreativo.

Já em 2019, o sistema conta com 71.561 drones cadastrados, sendo 26.016 profissionais e 45.545 recreativos — um aumento de 55,3% em 12 meses. A quantidade de pessoas cadastradas na plataforma também cresceu, saltando para a marca de 58.804 registros.

Sistema de Aeronaves Não Tripuladas

Tanto as ae­ronaves não-tripuladas de uso recreativo (aeromodelo) quanto as de uso profissional (RPA) são obrigatoriamente cadastradas no Sisant, que é muito claro em suas limitações: o peso máximo de decolagem é 25 quilos, e a aeronave em questão não deve voar além da linha de visada visual (BVLOS), ou seja: 120 metros acima do nível do solo. Deve ser feito um cadastro por aeronave e cada equipamento deve estar vinculado a uma pessoa ou a uma empresa no Brasil, que será a responsável legal pela aeronave.

Por sua vez, o Sarpa foi desenvolvido sob a premissa de promover a facilidade na solicitação de acesso ao espaço aéreo para o uso de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS/Drones).

Fonte: Mundo Geo

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