Santander inaugura novo data center de R$ 1,1 bilhão em Campinas

Por Redação | 25 de Junho de 2014 às 07h30
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O banco Santander inaugurou oficialmente na última segunda-feira (23) o seu novo data center que concentrará todo o processamento e armazenamento de dados do banco na cidade de Campinas, São Paulo. O complexo teve investimento total de R$ 1,1 bilhão e ocupará um espaço de 800 mil metros quadrados. O espaço é três vezes maior do que as atuais instalações que abrigam os equipamentos da operação da empresa.

As instalações têm capacidade de armazenamento superior à 5 Petabytes, com capacidade de processar uma média de 210 milhões de transações diárias – superior ao processamento atual do banco.

“A mudança de nossas operações de tecnologia para o novo data center, em Campinas, nos deixa em condições de ampliar em até seis vezes a nossa capacidade atual de processamento e armazenamento de dados", afirmou Fernando Diaz, diretor executivo de tecnologia do Santander.

O novo complexo é o único no país com certificação de Tier IV, a mais alta para definir condições de segurança de data centers. Isso significa que a estrutura é capaz de garantir uma disponibilidade de 99,995% dos dados armazenados – um tempo de parada máximo de 24 minutos por ano.

Além disso, o data center mantém dois sistemas independentes de alimentação de energia, com um terceiro conjunto de geradores auxiliares. Dentro do complexo, há ainda uma subestação com potência de 50.000 kW, energia suficiente para suprir uma cidade de 200 mil habitantes, e 16 no-breaks dinâmicos de mil kW cada. De acordo com a empresa, há capacidade de operação plena de até quatro dias (96 horas) sem a necessidade de reabastecer os geradores.

A construção também segue o padrão de twin compliance (compliance gêmea), com dois prédios idênticos espelhados e sistemas segregados. No caso de falha ou manutenção de um deles, o outro pode garantir a continuidade de funcionamento das operações em andamento. Apenas doze data centers no mundo seguem esse modelo.

Centro de operações

Entre os planos do banco, está futuramente transformar o complexo em um centro de comando do Grupo Santander para suas diferentes unidades na América Latina no futuro. De acordo com o banco, a tecnologia disponível no local tem capacidade para monitorar todas as agências e servidores da região. Mas ainda não há mais detalhes sobre o plano.

O data center está conectado a outros centros de processamento da empresa no mundo: um no México, um no Reino Unido e dois na Espanha – sede mundial do banco.

De acordo com a empresa, a localização de Campinas foi escolhida após uma análise em 23 cidades brasileiras. Entre os principais motivos para a escolha, está a proximidade de três rodovias e da sede do Santander Brasil, na cidade de São Paulo. O local também está dentro de uma zona de exclusão de áreas e não contém nenhuma indústria do setor químico ou petroquímico em um raio de 5 km.

O complexo está equipado com 60 estações de trabalho, divididas em três pisos e seis salas de TI independentes, além de 40 telas LED de 70 polegadas. São 210 mil metros de cabos em 295 km de canalizações subterrâneas e espaço técnico para até 1,5 mil racks. No total, foram necessárias 6 mil toneladas de aço e 50 mil metros cúbicos de concreto na construção.

O espaço também foi desenhado para reduzir impactos no meio ambiente, e emite cerca de 30% menos carbono nas atividades de processamento. A estrutura seguiu um modelo de construção que imita um bunker semi-enterrado, envolvido em camadas de terra para reduzir impacto em caso de colisões.

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