Startup Ecochain lança criptomoeda para reduzir descartes e complementar renda

Por Natalie Rosa | 13 de Dezembro de 2018 às 08h22

A startup Ecochain, em parceria com a corretora FlowBTC, a empresa de soluções Ti2Ci e a especialista em inovação tecnológica LF1, anunciou recentemente o lançamento da Ecochain Moeda Verde, uma criptomoeda criada com o objetivo de minimizar o impacto ambiental e promover o desenvolvimento socioeconômico em municípios brasileiros.

O município de Santa Cruz da Esperança, do estado de São Paulo, se tornou o cenário do projeto. Desde 2017, a cidade já conduzia a Moeda Verde, um cupom oferecido a voluntários que faziam o recolhimento e, então, depositavam materiais para reciclagem em pontos de coleta.

Antônio Limongi, sócio da Ecochain, explica como surgiu o projeto:

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"Na época, conduzia um estudo de pós-doutorado sobre aplicações do blockchain em prol da sustentabilidade e do meio ambiente. Quando conheci a iniciativa do município, foi amor à primeira vista. Já nos juntamos com a FlowBTC e a Ti2Ci para desenvolvermos uma alternativa mais segura e transparente que substitui o cupom impresso utilizado anteriormente".

O executivo ainda conta que atualmente 3% dos moradores da cidade fazem uso do sistema e que a meta, agora com a mudança, é chegar a 100%.

Como funciona

Para fazer parte do projeto, o voluntário precisa fazer o seu cadastro no site Ecochain Moeda Verde, na prefeitura da cidade ou em um posto de coleta. Em seguida, é preciso infomar o nome completo e CPF para ter acesso a uma carteira digital para o recebimento de seus tokens ECOs. O saldo da carteira pode ser acessado em qualquer dispositivo móvel, mas os tokens também são disponibilizados em formato de QR Code. Com a moeda digital, o morador pode adquirir itens de cesta básica e materiais escolares.

Outras 40 cidades já mostraram interesse pelo projeto, duas delas com propostas concretas. "Esse é só o começo. Até dezembro de 2019 pretendemos ter a moeda implementada em todos os municípios da lista. Além disso, também queremos adaptar o sistema para atuar em uma capital, como São Paulo", conta o diretor da Ti2Ci, Ronan Cunali.

Até o momento, cerca de 24 toneladas de resíduos sólidos domésticos já foram coletados no município, e a meta de Limongi é que 2 toneladas sejam coletadas mensalmente.

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