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Por que a fusão do Ethereum pode causar uma "guerra civil" no mercado?

Por| Editado por Claudio Yuge | 10 de Agosto de 2022 às 16h20

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Reprodução/unsplash/Kanchanara
Reprodução/unsplash/Kanchanara

A “The Merge “ ou Ethereum 2.0, é uma atualização que busca melhorar a velocidade, a eficiência e escalabilidade da criptomoeda. Ela está programada para ser ativada em 19 de setembro. Especialistas acreditam que mudança pode levar a uma "guerra civil" entre investidores, defensores e críticos desta que é a segunda principal moeda digital do mercado.

O “proof of work” (PoW), sistema utilizado pela Ethereum e também pelo Bitcoin, precisa de grande poder computacional, exigindo um alto consumo de energia dos computadores utilizados no processo. O “proof of stake” (PoS) é um sistema muito mais acessível, qualquer pessoa pode “travar” uma quantidade de tokens e utilizar suas criptomoedas por um período de tempo definido, com o propósito de validar as transações, nesse caso, gastando o mínimo de energia.

Com a atualização, a Ethereum deixará de funcionar com o protocolo PoW e passará a utilizar o PoS. No entanto, os opositores da mudança defendem a existência de uma criptomoeda que mantenha o sistema de consenso PoW. Um dos problemas está entre quem apoia a atualização e quem não apoia. Nomes de peso estão de ambos os lados.

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Entre os apoiadores temos Vitalik Buterin, o próprio criador da Ethereum, que recentemente, durante sua participação na Conferência Anual da Comunidade Ethereum, declarou ser contra a existência de uma nova moeda, e solicitou que aqueles que defendem o PoW apoiem outro projeto.

Quem também defende e apoia a atualização da Ethereum é a rede Chainlink (LINK), um projeto blockchain que funciona com uma rede de oráculos descentralizados que permite a “conexão” entre criptomoedas. Ela também já anunciou o apoio à mudança.

Outro nome de peso que também apoia a versão PoS da Ethereum é o segundo maior pool de mineração, o F2Pool. Os responsáveis pela organização afirmaram que não estarão do lado daqueles que não defendem a mudança e que a antiga Ethereum vai acabar.

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Por outro lado, existem aqueles que já declaram o apoio a versão PoW da moeda. O fundador e CEO da Tron, Justin Sun, é um deles. Ele já confirmou que sua corretora cripto Poloniex, vai apoiar a versão PoW da Ethereum; e, para isso, vai listar um novo criptoativo chamado ETHW.

Segundo Daniel Hwang, líder de protocolos no pool de staking Stakefish, “esse apoio público para o ETHW é prejudicial para o ecossistema Ethereum”. Para ele, incentivar uma ruptura é negativo.

Além da Poloniex outras corretoras já declararam apoiar a Ethereum PoW, as exchanges BitMEX e Huobi, que já anunciaram a listagem do token caso eles sejam criados.

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Três ameaças à atualização da Ethereum

Além do embate entre apoiadores e críticos, há outras ameaças envolvendo a atualização que foram explicadas por Jack Niewold, fundador do Crypto Pragmatist, um serviço de análise cripto. Para ele, existem basicamente três grupos de riscos associados a atualização da Ethereum: tecnológicos, logísticos e de bifurcação.

Os riscos tecnológicos são aqueles que podem acarretar consequências técnicas inesperadas da alteração do sistema PoW para o PoS. Ou seja, toda a rede pode parar para que os responsáveis reiniciem o Ethereum (ETH). No entanto, ele destaca que isso não seria "o fim do mundo".

Ele também falou sobre os riscos logísticos, sendo aqueles relacionados à possibilidade de a atualização ser adiada mais uma vez. Isso já aconteceu antes, e pode acontecer novamente, relatou. Se isso acontecer, vai atrapalhar todo um ecossistema que está se preparando para a mudança.

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Há também os riscos associados a um possível nascimento de uma nova Ethereum. Para Jack Niewold, esse é um dos mais perigosos para os participantes da rede. O primeiro vai funcionar no PoS, enquanto o segundo permanecerá ativo na PoW. As stablecoins centralizadas como USDT ou USDC, portanto, também terão duas versões "iguais" que podem resultar em uma "guerra civil nas criptomoedas".

Fonte: Portal do Bitcoin