Mercado Pago e outros 6 deixam associação do Libra, criptomoeda do Facebook

Por Wagner Wakka | 15 de Outubro de 2019 às 14h15
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O Facebook sofreu outra queda considerável para o projeto da Libra, a criptomoeda em que liderou o desenvolvimento. Um quarto dos membros da associação formada para o lançamento abandonou o projeto. A principal delas foi a Booking Holdings Inc., que encabeça um leque de companhias como Kayak.com e Priceline.com. Junto dela, outras seis gigantes deixaram a ideia nas últimas semanas, incluindo o Mercado Pago.

A lista completa de abandonos é: Visa, MasterCard, PayPal, Stripe, eBay, além dos já citados Booking e Mercado Pago. Todos deixaram a Libra Association no período de duas semanas.

Com isso, o grupo, que continha 28 integrantes, passou para 21 membros fundadores na associação sem fins lucrativos, que tem o objetivo de gerenciar a criptomoeda. Os integrantes tiveram uma reunião na última segunda-feira (14) em Genebra para definir os andamentos da associação, com o papel de cada membro. Foi aí que as sete companhias deixaram oficialmente o projeto.

As empresas ainda não explicaram o motivo da saída. Contudo, é bastante provável que elas tenham desistido por pressão governamental. O Canaltech entrou em contato com a assessoria de imprensa do Mercado Pago para entender a razão da desistência.

“O Mercado Pago decidiu suspender sua participação como membro fundador da Libra. No futuro, quando houver maior clareza em relação ao projeto, poderemos analisar qual papel a Libra poderá desempenhar dentro do ecossistema do Mercado Pago. Nossa missão de democratizar o acesso a serviços financeiros na América Latina, principalmente em setores não atendidos pelos sistemas tradicionais, continua sendo nossa prioridade. O acesso a serviços financeiros digitais tem um grande impacto na vida das pessoas. Estamos convencidos de que o exercício de pensar em soluções que melhorem o nível de inclusão financeira é necessário e crítico para o desenvolvimento da indústria”, informou a companhia por nota.

No mesmo dia em que o Libra foi anunciado, em junho deste ano, governos de vários países começaram a pressionar empresas locais por conta de preocupações sobre a criptomoeda. Visa, Mastercard e Stripe, por exemplo, receberam cartas de senadores norte-americanos avisando que poderiam sofrer com mais escrutínio se embarcassem na ideia.

Uma das grandes críticas ao Libra é de que a facilidade de movimentação e dificuldade de rastreio poderia incentivar crimes, sem o devido monitoramento. Outro ponto é que governos não conseguem ainda entender como regular esta (e outras) criptomoeda.

Apesar das desistências, 1.500 companhias estão interessadas em entrar na associação, de acordo com porta-voz da Associação Libra.

Fonte: Bloomberg

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