Governo chinês bloqueia transações com criptomoedas na rede social Weibo

Governo chinês bloqueia transações com criptomoedas na rede social Weibo

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 08 de Junho de 2021 às 18h20

Reforçando sua política de oposição ao mercado das criptomoedas, o governo chinês iniciou o bloqueio de contas que faziam transições relacionadas na rede social Weibo. O país deve continuar a endurecer suas ações contra operações relacionadas à tecnologia e usar de sua lei criminal para punir quem realizar atividades consideradas ilegais.

Em maio deste ano, a China decidiu banir qualquer tipo de mineração ou comercialização de criptomoedas em seu território. Segundo informações do The Guardian, as contas do Weibo relacionadas a esse mercado passaram a ter seu acesso negado, exibindo mensagens que afirmavam que elas “violavam leis e regras”, naquele que tem sido chamado do Dia do Julgamento por muitos.

Leis do país devem ser endurecidas

“O governo deixa claro que nenhuma versão chinesa de Elon Musk pode existir no mercado de criptomoedas chinês”, afirmou Winston Ma, professor adjunto da faculdade de direito da New York University. A referência ao bilionário que atua como CEO da Tesla surge do fato de ele ser um grande investidor do segmento capaz de influenciar em cotações com suas declarações, geralmente feitas através do Twitter.

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Segundo Ma, os tribunais superiores da China devem publicar em breve uma interpretação judicial que liga atividades do setor a práticas previstas em sua lei criminal. Com isso, o país deve eliminar qualquer brecha de interpretação que possa dar espaço para operações do tipo continuarem funcionando.

Junto às ações contra o Weibo, os veículos de informação oficiais do país estão realizando uma campanha direcionada contra o mercado de criptomoedas. A CCTV transmitiu reportagens que fazem ligações entre ele e práticas como a lavagem de dinheiro e o tráfego de armas, enquanto a agência de Xinhua publicou artigos que revelam diversos golpes usando moedas virtuais.

Fonte: The Guardian

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